Agenda de Cursos de Setembro

Confira todos os cursos já agendados para Setembro e Outubro na Fluxo! Mais cursos poderão entrar no programação, além de palestras gratuitas.  Fique atento às nossas redes sociais!

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Qual vai ser o seu próximo curso da Fluxo?

Lembrando que ex-alunos tem sempre 15% de desconto e que estudantes tem 30% de desconto no Curso Básico de Fotografia Expandida.  Quem trouxer um amigo, também leva um desconto para si e para o amigo.

Se você tiver dúvidas, contate-nos pelo e-mail contato@escolafluxo.com.br ou pelo telefone 30951234. Ou venha nos visitar.

Estamos sempre de portas abertas!

 

Fotografia Ordinária com Carol de Góes

Nesta semana, a fotógrafa Carolina de Góes apresentou a palestra “Fotografia Ordinária” na Escola Fluxo. Para ela, o conceito de fotografia ordinária residiria na seguinte explicação:

Com o avanço tecnológico ocorrido nas últimas décadas, a fotografia está cada vez mais acessível.Ter um aparelho fotográfico não é mais algo inatingível e com smartphones cada vez mais modernos, qualquer um de nós se torna um fotógrafo em potencial. A fotografia passou a ser uma das principais formas de como nos comunicamos com o mundo. Através dela expressamos como nos sentimos, onde estamos ou o que comemos. Há uma farta e excessiva produção de imagens. Em tempos de acesso universal ao fazer e consumir imagens, a fotografia ordinária – no sentido oposto de extraordinária – vem para nos reaproximar de uma produção mais significativa e afinada à nossa humanidade.

A partir desse tema, a palestra virou uma conversa descontraída e interessante sobre o que faz a fotografia ser ordinária. Dentre os ouvintes, diversos fotógrafos e alunos da Fluxo, o que engrandeceu o debate. Ao final, não se conseguiu chegar a uma definição fixa, mas você pode ver abaixo um pouquinho do que a Carol de Góes classifica como ordinário em meio ao seu portfolio.

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Agenda Fluxo

Confira todos os cursos já agendados para Agosto e Setembro na Fluxo!

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E a agenda desse mês está especialíssima, pois estamos lançando três cursos novos: Still Life Photography, uma nova edição do curso Avante! e Mídias do Futuro: Realidade Aumentada, Virtual e Inovações.

No curso Still Life Photography, diferentes usos e perspectivas da fotografia de objetos são tratados em aula, fazendo com que os alunos exercitem fotos para anúncios, publicidade, e-commerce, campanhas ou mesmo um projeto autoral.

Reformulado de acordo com os pedidos de alunos, o novo curso Avante! inclui muito mais prática e conteúdo técnico, porém mantendo o vasto estudo de referências e o ensino de poética visual.

Já no curso de Mídias do Futuro, serão abordadas novas formas de produção e consumo de conteúdos criativos relacionados a plataformas tecnológicas inovadoras. Assim, os alunos terão a oportunidade de experienciar ferramentas como os Oculus Rift, HTC Vive, Google Cardboard, Samsung GearVR, câmeras 360º, sensores de movimentos, drones, EGG brainwear, entre outros gadgets high-tech.

Lembrando que ex-alunos tem sempre 15% de desconto e que estudantes tem 30% de desconto no Curso Básico de Fotografia Expandida.  Quem trouxer um amigo, também leva um desconto para si e para o amigo.

Qual vai ser o seu próximo curso da Fluxo?

Se você tiver dúvidas, contate-nos pelo e-mail contato@escolafluxo.com.br ou pelo telefone 30951234. Ou venha nos visitar. Estamos sempre de portas abertas :)

Abraços!

#Escola Aberta: palestras, oficinas e debates

Para a comemoração dos 3 anos da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, convidamos a todos para o #EscolaAberta: de 19 de Novembro a 3 de Dezembro,, abrimos nossas portas para palestras, oficinas e debates com grandes nomes da cena gaúcha, sobre fotografia, audiovisual, design, moda, arte e muito mais.

Teremos sessões de cinema, exibindo filmes que priorizam as produções locais e uma mostra inédita de curtas de animação. As sessões serão comentadas por profissionais que participaram da realização dos vídeos, contando os desafios e experiências vividos.

Ainda fazem parte do cronograma de aniversário da Escola uma intervenção-fotográfica desenvolvida pelos professores da Fluxo e a 1ª Exposição dos Alunos da Escola Fluxo – “O Silêncio da Escuta”, com trabalhos fotográficos e audiovisuais, os alunos também concorrem a prêmios (a exposição acontece de 19 de Novembro a 22 de Dezembro). 

Confira a programação completa do #EscolaAberta e agende-se!

Os ingressos estão disponíveis à venda online (confira o link em cada atividade no cronograma abaixo) ou na Sede da Escola (Rua Gen. João Telles, 291 – Porto Alegre).

9 de Dezembro – Quarta-feira

com curadoria Pedro Harres com comentários da diretora Maíra Coelho
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Nesta sessão comentada serão exibidos curtas animados internacionais dando enfoque para direção de fotografia destes filmes, a maior parte deles nunca exibidos no RS. No final da exibição, haverá um bate papo com o curador Pedro Harres e a diretora Maíra Coelho (diretora do curta Retirantes).
Curtas selecionados:
“Quebra Cabeças de Tarik” – Maria Leite (Brasil)
“Aubade” – Mauro Carraro (Itália/Suíça)
“Fuego” – Pablo Pencha (Argentina)
“Skål” – Marco Hakenjos (Alemanha)
“Chiaroscuro” – Daniel Drummond (Brasil/EUA)
“Retirantes” – Maíra Coelho (Brasil)
“Eggplant” – Yangzi She (EUA)
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Confira a Biografia dos ministrantes:

Amauri Fausto

Estudioso e conhecedor profundo da fotografia analógica, quase uma enciclopédia fotográfica com pernas. Conhecedor minucioso da técnica, do mecanismo e dos procedimentos, além de estar apto para solucionar qualquer questão relativa ao equipamento, tem o saber necessário para propôr novos dispositivos, criar novas soluções e possibilidades que dialogam entre a fotografia analógica e digital.

Filho de fotógrafo vencedor da Bienal Nacional da Fotografia na década de 70, Amauri possui um dos mais diversos acervos de equipamentos fotográficos no Brasil, que passam por toda a história desta linguagem visual.

Exímio conhecedor da fotografia em preto e branco, ministrou cursos em diversas partes do Brasil além de ter percorrido alguns caminhos pelo planeta, registrando hora com sua Leica hora com sua Rolleiflex o que via. Possui um dos mais belos registros das civilizações pré colombianas, com a série intitulada “Império dos Filhos do Sol” na qual se evidencia sua grande influência pelo estílo de Ansel Adams. É de Adams também que Amauri extrai seu grande conhecimento na parte laboratorial, com o profundo conhecimento da técnica do sistema de zonas.

Fotojornalista de formação, atuou como repórter fotográfico no jornal Zero Hora e foi instrutor de fotografia do SENAC, Casa de Cultura Mario Quintana e das Oficinas de Descentralização de Cultura, na Prefeitura de Porto Alegre. Atualmente ministra cursos na Fluxo – Escola de Fotografia Expandida e está realizando um trabalho investigativo em fotografia analógica nos grandes terminais de ônibus das periferias das grandes cidades.

Boca Migotto

Boca Migotto é formado em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda, pela Unisinos. Estudou cinema na Saint Martins College of Arts and Design, em Londres, Especialização em Cinema, pela Unisinos e é Mestre em Comunicação – Linha de Pesquisa: Processos Audiovisuais, também pela Unisinos. É professor do Curso de Realização Audiovisual da Unisinos, ministrando as disciplinas Imagem Eletrônica, Gêneros Televisivos I e II e Documentário, além de ser Coordenador Adjunto do mesmo Curso. Também é professor do Curso de Comunicação Digital da mesma instituição, onde ministra a disciplina de Produção Audiovisual. É sócio e diretor de cena da produtora Epifania Filmes. Seus mais importantes trabalhos em cinema e televisão incluem a série Sapore d`Italia, primeira série de ficção da RBSTV gravada no exterior, a série de ficção Bocheiros, contemplada pelo edital de produção FAC TVE, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e o longa-metragem documentário “Filme Sobre um Bom Fim”, selecionado para o Festival “É Tudo Verdade” 2015. O documentário permaneceu por 13 semanas em cartaz na capital.

Bruna Bailune

Arquiteta e urbanista, graduada pela Universidade Ritter dos Reis (2009) pós- graduada em “O Espaço Expositivo na Arte Contemporânea” da Universidade Politécnica da Catalunha, realizado no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (2010).

É idealizadora e cofundadora de três projetos de plataforma online: Cooosmo Arte Contemporânea (2012), site de conteúdo e disseminação de processos critativos, Prisma – O lado brasileiro da arte contemporânea (2014), mapeamento da produção artística no território nacional e galeria, e por último Aura Curadoria Contemporânea (2015), plataforma de curadoria de artes visuais que atua online através de uma galeria virtual e offline através da produção de eventos artísticos. Trabalhou na produção executiva da 9a Bienal do Mercosul em Porto Alegre (2013), na Fundação Roberto Marinho na gestão e implementação do museu Paço do Frevo em Recife (2011/2012) e na Galeria Antic & Modern em Barcelona (2010). Realizou cursos de formação em históra, teoria e crítica da arte com: Maria Helena Bernardes (RS), Jaílton Moreira (RS), Fernando Cochiaralle (RJ), Ana Bella Geiger (RJ); cursos sobre o funcionamento do sistema da arte contemporânea com: Daniela Labra (RJ), Felipe Scovino (RJ), Guilherme Bueno (RJ), Franz Manata (RJ); produção cultural: Dedé Ribeiro (RS), educativo: Stela Barbieri (SP) e mais recentemente participou do curso “Developing a creative platform or art organization” com Dafna Maimon e “Navigating the art markets” com Juliette Premmereur, ambos através do Node Curatorial Studies Online.

Bruna Fetter

Bruna Fetter é doutoranda em História, Teoria e Crítica pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS. Recentemente dividiu a curadoria da mostra coletiva Mutatis Mutandis, com Bernardo de Souza, no Largo das Artes, no Rio de Janeiro (2013); assinou a curadoria da exposição Lugar Qualquer, individual do artista Rommulo Vieira Conceição na Casa Triângulo, em São Paulo (2013); e compartilhou com Angélica de Moraes a curadoria de mostra desse mesmo artista, vencedora do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2012, no Centro Cultural da Funarte em São Paulo.

Mestre em Ciências Sociais com a dissertação “Mapas dentro de Mapas: Estratégias de Articulação entre o Global, o Regional e o Local na Bienal do Mercosul”, traz em sua bagagem profissional experiências diversificadas como a produção executiva do projeto “AGORA/ÁGORA – criação e transgressão em rede”, a produção da exposição HORIZONTE EXPANDIDO (2010), ambas para o Santander Cultural Porto Alegre; o projeto SESI Descobrindo Talentos Artes Visuais 2010; o CineEsquemaNovo 2009; a coordenação da equipe de produção executiva da 6ª Bienal do Mercosul (2006-2007); e a produção do circuito de Atividades Paralelas da 5ª Bienal do Mercosul (2005). De 2010 a 2013 foi parecerista do Ministério da Cultura nas áreas de Artes Visuais; Transversalidade da Cultura e Patrimônio Cultural.

Bruno Polidoro

Bruno Polidoro é graduado em Realização Audiovisual e mestre em Comunicação pela Unisinos. Atua há dez anos como diretor de fotografia em filmes, videoartes e programas de televisão. Com foco em conteúdo, assina a fotografia dos longas “O Guri” (2011), dirigido por Zeca Brito, “Balões, lembranças e pedaços de nossas vidas” (2013), de Frederico Pinto, “Dromedário no Asfalto” (2013 – melhor fotografia no VI Festival Internacional de Cinema da Fronteira), de Gilson Vargas, “Filme sobre um Bom Fim” (2014), de Boca Migotto, “Nós duas descendo a escada” (2015), de Fabiano de Souza, e “Em 97 era assim” (2015), de Zeca Brito.

Com mais de 50 filmes realizados, muitos dos curta-metragens que fotografou receberam o prêmio de melhor fotografia em festivais nacionais, com destaque para “Um animal menor” (2009), dirigido por Marcos Contreras e Pedro Harres, premiado no 38o Festival de Gramado – Mostra Gaúcha, V Festival dos Sertões e 14o FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul, “Fez a barba e o choro” (2011), dirigido por Tatiana Nequete (40o Festival de Gramado – Mostra Gaúcha, IV Festival Internacional de Cinema da Fronteira), “Casa Afogada” (2013), dirigido por Gilson Vargas (40o Festival de Gramado – Mostra Nacional, 10o Santa Maria Vídeo e Cinema), “Linda, uma história horrível” (2013), de Bruno Gularte Barreto (21o Festival Mix Brasil, I Diálogo de Cinema), e “Domingo de Marta” (2014), dirigido por Gabriela Bervian (42o Festival de Gramado – Mostra Gaúcha, II Diálogo de Cinema).

Na televisão, fotografou diversos filmes e séries para a RBS TV (afiliada da Rede Globo no RS), como o curta “O Sabiá” (2010), dirigido por Zeca Brito (melhor fotografia no X Prêmio Histórias Curtas). Também fotografou o programa “Fome de quê?”, da Zeppelin Filmes para o Discovery, o episódio “Depois da Avenida”, dirigido por Vicente Moreno (projeto “A Copa passou por aqui”, da Casa de Cinema de Porto Alegre para o SportTV), entre outros. Atualmente finaliza a série de 4 episódios para a TVE “O Ninho”, com direção de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon.

Integrante da ABC – Associação Brasileira de Cinematografia, tem forte ligação com as artes visuais, atuando como fotógrafo de filmes de artistas como “Glauco do Brasil”, dirigido por Zeca Brito sobre a obra de Glauco Rodrigues, “Magma”, de Marta Biavaschi sobre Iberê Camargo, e “Dádiva – Casaporarroz”, vídeo arte de Nuno Ramos.

Além do trabalho como fotógrafo, dirigiu os curtas “Pela passagem de uma grande dor” (2006) e “O vazio além da janela” (2008), o episódio para a televisão “5 cigarros e um beijo” (série Ocidentes, 2014), e o longa-metragem “Sobre sete ondas verdes espumantes”, sobre a obra do escritor Caio Fernando Abreu, seleção oficial do Festival É tudo verdade 2013. É sócio da produtora Besouro Filmes e professor do Curso de Realização Audiovisual da Unisinos e da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida.

Caio Amon

Compositor, Produtor Musical e Diretor Artístico formado pelo Conservatório de Amsterdam, pelo Musicians Institute de Los Angeles e pela Faculdade de Filosofia da PUCRS. Sua experiência como músico, realizador audiovisual e produtor cultural faz com que seus projetos apostem no trânsito entre som e imagem; erudito e popular; autoral e comercial. Viveu e estudou em Los Angeles entre 2001e 2002 e na Holanda entre 2006 e 2012. Em Amsterdã, colaborou como compositor com a Academia de Belas Artes, a Academia Holandesa de Filme e Televisão, a Escola de Teatro de Amsterdam e a Ópera da Holanda. Em 2009, sua peça Drummond para orquestra e ator, teve estreia no prestigiado teatro Concertgebouw.

Trabalhou na direção artística de uma das mais importantes orquestras de música contemporânea da Europa, o Nieuw Ensemble/Atlas Ensemble, criando festivais de música experimental e projetos de intercâmbio musical entre países do Ocidente e Oriente. Desde 2010 realiza documentários sobre música. Em 2012, co-dirigiu o documentário musical Imagine Utopia com o renomado cineasta holandês Frank Scheffer. Atualmente realiza projetos de som e vídeo através de seu estúdio, buscando uma visão bem pessoal da interação dos universos visuais e musicais. É colaborador do Kiko Ferraz Studios na produção sonora para cinema e TV, trabalhando na trilha e som de projetos da Casa de Cinema, Zeppelin e longa-metragens nacionais.

Carolina d’Avila

Atua no mercado publicitário e de design há 20 anos. Estudou Tipografia e Type Design na Koninklijke Academie van Beeldende Kunsten em Haia, Holanda. Trabalhou como designer senior e diretora de criação em diversas agências de Porto Alegre e em São Paulo, como DM9DDB, 0800, Bendito Design e foi sócia do estúdio de design Duas Designers de 2010 a 2014. Tem trabalhos premiados pela ADG, Clube de Criação de São Paulo, Salão da Comunicação ARP e Prêmio Colunistas. Foi profissional de Marketing Promocional do ano pelo prêmio Colunistas RS e Designer do Ano pelo Salão da Comunicação ARP. Atendeu e desenvolveu projetos para clientes nacionais como AMBEV, Itaú, Souza Cruz, Grendene, Olympikus, InBetta, Lojas Renner, Uniagro, entre outros.

Carolina de Goés

Carolina de Góes é fotógrafa, artista visual e tradutora. Estudou artes visuais na UnB e na UAlbany, e fotografia na SUNY New Paltz. Em Brasília, foi membro do Fotoclube f/508, onde realizou pesquisas e experimentos fotográficos, e trabalhou no Estúdio Magneto com fotografia de moda e publicidade. Ensinou fotografia em escola pública em Brasília e no Barraco Estúdio em Porto Alegre. Fotografou evento, palco, arquitetura, reportagem e comida para mídia impressa e virtual, além de stills para filmes. Integrou exposições coletivas e individuais em Brasília, Belém e Porto Alegre. Seu trabalho autoral foi finalista do II Situações Brasília Prêmio de Arte Contemporânea do Distrito Federal e do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, edições IV e V.

Caroline Bücker

Diretora da Idealiza tools&methods, Caroline é publicitária pela Ufrgs, design thinker pela Espm RJ e mestre em Educação pela PUCRS. Natural de Porto Alegre/RS, já, morou em Lajeado, Londres, Madri e Rio de Janeiro. Aplica design thinking há 5 anos em projetos e oficinas para crianças e profissionais de diversos segmentos como moda, varejo, serviços, saúde e educação.

Claudinha Palma

Amante de Fotografia, Relações Públicas graduada pela UFRGS e mestre em comunicação social pela PUCRS. Sócia da agência de conteúdo digital Browse. Consultora em gestão de marcas na internet, além de ser co-fundadora e fotógrafa dos blogs Street Style Porto Alegre e Street Style São Paulo. Professora da Escola do Marketing Digital, professora dos cursos de MBA em Marketing Digital e MBA em Moda da ESPM.

Edu Rabin

Graduado em Comunicação Audiovisual pela Unisinos/RS em 2006, Edu Rabin começou sua trajetória cinematográfica trabalhando como assistente de câmera já antes de ingressar na faculdade. Durante os 3 anos de curso, realizou diversos projetos como Diretor de Fotografia, ofício que o levou à Espanha em busca de especialização. Trabalho como Técnico em Imagem Digital (DIT) por dois anos (2007-2009) nas empresas Ibercin SL, Redlab Spain, Redcam e outras especializadas em cinema digital. No final de 2009, começou a se dedicar exclusivamente à direção de fotografia nas produtoras Struendo Filmakers e Mantesana.

De volta ao Brasil desde 2010, participou de projetos para os canais Multishow, History Channel, Discovery Home&Health e FX, além de diversos documentários, peças publicitárias, e conteúdos exclusivos para internet. Em 2011, no México, filmou o documentário Silêncio Forzado, encomendado pela ONG Article19 e produzido por Filmaciones de la Ciudad, cujo tema é a liberdade de expressão na imprensa daquele país. Atualmente, está em fase de pós-produção do longa-metragem Pampiano, dirigido por Caio Amon. Seu primeiro trabalho como diretor, Perro en el columpio (2008), ganhou três prêmios no 15/15 International Film Festival da Austrália.

Em sua trajetória paralela a de Diretor de Fotografia desenvolveu diversos trabalhos colocando o corpo como objeto de seus questionamento. Em sua série fotográfica, Distinção do Eu, Edu Rabin invade imagens do outro, para encontrar seu ‘ser imagem’, intervindo no limite entre observador e observado. Da mesma forma, com o trabalho O Outro Distinto, o artista coloca dois seres distintos (uma mulher e um peixe) em contato, buscando comparar diferenças epidérmicas entre os dois. No trabalho de video arte ‘Pele’, Edu propõe um corpo fantasmagórico criado a partir da ausência de luz e visualizado através de um instrumento técnico conhecido por osciloscópio.

Felipe Diniz

Felipe Diniz é diretor e doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRGS, sócio da Modus Produtora de Imagens e diretor de filmes como Histórias de Esquina (2006), Arquivos da Cidade (2009), Por Onde Passeiam Tempos Mortos (2014) e Desenredo, ainda inédito.

Gabriel Garcia

Arquiteto, graduado pela UFRGS em 2006 e sócio da Hype Studio, escritório de arquitetura responsável por reconhecidos projetos, dentre eles, a cobertura do estádio Beira-Rio. Fascinado por tecnologia, sempre incorporou a computação gráfica em seus trabalhos. Ainda estudante, fundou a hype.cg, estúdio de animação 3D, iniciando seus trabalhos na área de visualização para arquitetura, migrando para publicidade e em seguida, cinema. Seu estúdio produziu para a Cinefilm, a série infantil “Dino Aventuras”, exibida atualmente no Disney Channel. Co-roteirizou, dirigiu e produziu o curta-metragem “Ed.” (2013), selecionado para mais de 100 festivais em 33 países, recebendo 28 prêmios, incluindo o Grande Prêmio Canal Brasil 2014.

Gabriel Motta Ferreira

Gabriel Motta Ferreira é roteirista, produtor e diretor audiovisual, especializado em criação de projetos multi-plataforma. Nascido em Porto Alegre, é formado em Cinema pela PUCRS e Mestre em Produção Crossmedia pela Baltic Film and Media School da Estônia. Foi um dos criadores e diretores do longa-metragem universitário “Cinco Maneiras de Fechar os Olhos” (2013), um dos primeiros longa-metragens produzidos e finalizados em uma cadeira de faculdade de cinema do Brasil. Em 2012, foi para Tallinn, no norte europeu, onde se graduou no Mestrado de Produção Crossmedia com láurea acadêmica. Estudou Empreendedorismo Avançado (2013) pela Stockholm School of Economics in Riga, tirando segundo lugar com seu projeto de startup Collab+ e finalizando o curso com mérito.

Profissionalmente, Gabriel começou sua carreira artística como editor para o canal de televisão Prime Box Brazil em 2011. No ano seguinte, passou a editar para a produtora publicitária porto-alegrense Cápsula Filmes, onde montou projetos comerciais para televisão e web. Em 2013, roteirizou games e criou estratégias multi-plataforma para a empresa albanesa X3M Games. Ainda nesse ano, junto com a produtora Letã Antra Balode, fundou a empresa especializada em conteúdo multi-plataforma, Shas Interactive. A série de TV transmídia ABOVE, desenvolvida pela empresa, conquistou espaço nos principais mercados europeus do gênero; Crossvideo Days (2014) e Filmteractive (2014). Seu mais recente curta-metragem “Kaali”, uma co-produção entre Brasil e Estônia, estréia no Festival de Cinema de Gramado (2015).

De volta ao Brasil, Gabriel escreve e produz projetos audiovisuais, além de oferecer consultorias para projetos de aspecto multi-plataforma e para marcas que entendem a necessidade de criar conexões mais genuínas e humanas com seus consumidores através de storytelling.

Gabriela Bervian

Gabriela Bervian é bacharel em cinema e atua como técnica de som direto e desenhista de som no mercado cinematográfico desde 2004. Já trabalhou em mais de 60 filme, entre curtas e longas, além de séries, documentários e telenovelas. É proprietária da empresa BoomBoom, sediada em Porto Alegre. Entre os trabalhos realizado destacam-se os longas: “Ponto Zero”, dirigido por Zé Pedro Goulart, “Dromedário no Asfalto”, dirigido por Gilson Vargas, “Senhores da Guerra”, dirigido por Tabajara Ruas; “400 contra 1- Uma história do Crime Organizado”, dirigido por Caco Souza; “O Carteiro”, dirigido por Reginaldo Farias; “A Última Estrada da Praia”, dirigido por Fabiano de Souza (Prêmio de melhor som direto no Festival de Cinema de Triunfo – PE).
Dentre os curtas destacam-se: “Domingo de Marta” (dirigido por Gabriela Bervian), vencedor de 6 prêmios na Mostra Gaúcha do Festival de Cinema de Gramado 2014, entre eles o de melhor desenho de som, “Casa Afogada”, dirigido por Gilson Vargas (Kikito de melhor som no Festival de Cinema de Gramado 2012 e prêmio de melhor som também no Festival de Cinema de Santa Maria); “De Lá pra Cá”, dirigido por Frederico Pinto (Prêmio de melhor som no Festival de Cinema de Brasília 2011); “Peixe Vermelho”, dirigido por Andréia Vigo (Prêmio de melhor edição de som no Festival de Cinema de Gramado 2010); Em TV assina o som direto e desenho de som de séries e episódios para RBSTV, GLOBO Internacional, Discovery, GNT, TVE e RTP Portugal.

Gibran Dipp

Gibran Dipp nasceu em 17 de fevereiro de 1975, em Porto Alegre.

Co-roteirista de Ainda Orangotangos (2007) dirigido por Gustavo Spolidoro e produzido pela Clube Silêncio. O filme recebeu em Milão o prêmio de melhor filme e em Lima o prêmio de melhor filme de estreia.

Co-roteirista de Mar das Árvores, vencedor do Edital de Longa-Metragem para Roteiristas Profissionais do MINC, para o público infanto-juvenil, em 2012.

Roteirista de Formigas – série de ficção para adolescentes, vencedora do edital PRODAV -01/2014 – Fundação Piratini/TVE em parceria com FSA/BRDE e A Velha História do Meu Amigo Novo – série documental para o público infantil, vencedora da Chamada Pública PRODAV 12/2014 – Região Sul.

Gilson Vargas

Gilson Vargas é roteirista, diretor e produtor cinematográfico. Formado em Comunicação Social, mestre pelo PPGCOM da PUCRS com pesquisa sobre direção de atores. Professor das disciplinas de roteiro e de direção de cinema na UNISINOS dentro do Curso de Realização Audiovisual. Escreveu e dirigiu diversos curtas selecionados e premiados em festivais e mostras no Brasil e no exterior, como QUEM? – Festival Luso-brasileiro (Portugal), Brasil Plural (Alemanha), Ajijic Festival (México), Festival Internacional de Curtas de São Paulo, VAGA-LUME – Grand Award International non-budget Film Festival (Cuba), Mostra MoMA (NY, EUA), Kinofilm (Manchester, Inglaterra). À SOMBRA DO OUTRO – One Take Film Festival (Zagreb, Croácia), Melhor Filme 35mm e Melhor Direção no 1º Cineesquemanovo (Porto Alegre), DOIS COVEIROS – Camara Mundo (Rotterdam, Holanda) e CASA AFOGADA – 4 Kikitos e três troféus Assembléia Legislativa no 40º Festival de Gramado, Melhor Filme e Melhor Obra de Ficção no Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe – CURTA-SE, Melhor Direção – Amazonas Film Festival, Internacional de Curtas de São Paulo, Signes de Nuit (Paris, França), III Brazilina Film Series (Chicago, EUA). Em teatro dirigiu as peças CRUCIAL DOIS UM e 9 MENTIRAS SOBRE A VERDADE, selecionadas para festivais como Cena Contemporânea (DF), Porto Alegre em Cena (POA) e Grandes Espetáculos (Recife). Para TV escreveu e dirigiu diversos especiais e criou e dirigiu a série de documentários LONGE DE CASA, com filmagens em cinco continentes (Índia, Nova Zelândia, Moçambique, Estados Unidos e Portugal) com exibição pela GLOBO INTERNACIONAL e RBSTV. Foi bolsista internacional selecionado para o X Taller de Colon do BAFICI, sob os auspícios da Rockefeller Foundation (EUA) e Hubert Bals Fund (Holanda). Foi produtor de diversos filmes, como os curtas MESSALINA, de Cristiane Oliveira, A DOMICÍLIO, de Nelson Diniz e DOMINGO DE MARTA, de Gabriela Bervian (Melhor Curta Gaúcho 42º Festival de Gramado). Como sócio da Clube Silêncio (extinta em 2009) foi um dos produtores dos longas AINDA ORANGOTANGOS, de Gustavo Spolidoro e A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA, de Fabiano de Souza. Lançou em 2015 o longa DROMEDÁRIO NO ASFALTO, filmado no Brasil e no Uruguai em regime de coprodução e obra convidada para a VI Semana dos Realizadores e para a MFL (Mostra do Filme Livre). Prepara o longa A COLMEIA, vencedor do Concurso FAC/FSA, com filmagens em 2016. É sócio da produtora Pata Negra e da Cia Teatro Líquido.

Guilherme Dable

Guilherme Dable foi co-gestor do Atelier Subterrânea durante os nove anos de atuação do espaço (2006-2015). É mestre em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS, e sua formação também inclui estudos com Jailton Moreira e Charles Watson. Seu trabalho investiga principalmente possibilidades de representação da paisagem natural e da arquitetura moderna, mas não exclusivamente. Recentemente, foi residente do Vermont Studio Center, nos Estados Unidos. Vive e trabalha em Porto Alegre.

Jotapê

Artista multidisciplinar. Trabalha com arte visual, ilustração digital, intervenção urbana e ambientação indoor. Sócio Diretor no Estúdio Criativo PaxArt.

Iuli Gerbase

Iuli Gerbase, atual mestranda em Escrita Criativa na PUCRS, é formada em Produção Audiovisual – Cinema e TV pela PUCRS. Também cursou o Columbia University TV Writing Intensive Course em 2014.

Roteirizou e dirigiu cinco curta-metragens: “Pierre e a Mochila” (2013), “Férias (2012), “Só Isso” (2012), “Folha em Branco” (2011) e Tricô e Pitangas (2010). Seus curtas, que variam entre os gêneros drama, infantil, ficção científica e comédia, passaram por diversos festivais, como Toronto Int. Children’s Film Festival, Chicago Int. Children’s Film Festival, Amazonas Film Festival, Festin, Semana da Crítica da Bahia, Festival de Cinema de Triunfo e Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo. Trabalhou como roteirista para a série de animação de 26 episódios X-Coração, distribuída pela Disney
Channel e TV Brasil e dirigida por Lisandro Santos e Guto Bozzetti.

Atualmente, Iuli está trabalhando no roteiro do seu primeiro longa-metragem, “Mergulho”, que venceu o Festival Guiões 2015, e na série policial “Todos Morrem no Fim”, projeto contemplado pelo FSA Prodav 05/2013.

Leo Garcia

Leo Garcia é sócio da produtora de roteiros Coelho Voador. Mestre em Roteiro de Ficção para TV e Cinema (UPSA – Salamanca, Espanha), escreveu roteiros para longas, curtas e séries, tendo vencido editais e premiações. Destaque para o curta “Ed”, no qual é roteirista e produtor, selecionado para mais de 100 festivais em 33 países – vencedor do Grande Prêmio Canal Brasil 2014. Roteirizou as séries “Elvis e o Cometa” (2010 – TV Brasil), Sapore D’Itália (2011 – RBS e Globo Internacional), “Bocheiros” (2014 – TVE e Prime Box Brazil) e “Werner e os Mortos” (2016 – Canal Brasil).

Leo venceu o Prêmio Santander Cultural para projetos de longas por duas vezes (2009 e 2011) e foi selecionado para o Berlinale Talents 2014, prestigiado programa do Festival de Berlim. Seu longa “Em 97 Era Assim” está em finalização, com previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2016. Leo teve dois projetos de longas contemplados no edital RS Pólo Audiovisual: a ficção “Depois de Ser Cinza” e o documentário “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro” – ambos serão rodados em 2016. Já ministrou cursos de roteiro em Porto Alegre, Goiânia, Rio de Janeiro, Aracaju e diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul. É também o idealizador da Alfaiataria da Coelho Voador (contemplada no edital FAC/RS por duas vezes), laboratório de criação de novos roteiros, que está dando oportunidade a novos talentos a entrar no mercado. Leo é o diretor-geral do FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, o primeiro festival de roteiro da América Latina, que já conta com três edições.

Letícia Remião

Letícia Remião é gaúcha, graduada em Publicidade e Propaganda pela UFRGS. Membro da Associação Brasileira dos Fotógrafos Publicitários ABRAFOTO, trabalha há 20 anos, em seu estúdio, atendendo os mercados publicitário e editorial e desenvolvendo projetos especiais.

Seu trabalho transita entre suas áreas de interesse, que passam pelo design, moda, gastronomia e arte. Já participou de exposições e tem suas obras nos acervos do MAC e MARGS. Fernanda Sklovsky – Designer de produto formada pela ULBRA. Atua há mais de 15 anos em projetos de inserção de design e revitalização de cultura local pelo Brasil. Trabalha com criação e desenvolvimento de produtos de moda, tendo passado por empresas como Grendene, Renner, Paquetá e Calçados Beira Rio.

Liliana Sulzbach

Liliana Sulzbach é jornalista e mestre em Ciência Política. Roteirizou, dirigiu e produziu vários documentários e séries para os canais Spiegel TV (Alemanha), TVE, RBS TV, Canal Brasil e Canal Futura. Roteirista, diretora e produtora de O Cárcere e a Rua (2004), A Invenção da Infância (2000) e O Branco (2000). Seu documentário mais recente, A Cidade (2012), foi exibido em festivais no Brasil e exterior, como o SXSW no Texas, New Directors e New Films em NY, Chicago Int’l Film Festival, entre outros, e deu origem ao projeto transmídia A Cidade Inventada (2014).

Marina Chiapinotto

Marina Chiapinotto é jornalista e fotógrafa freelancer. Já publicou em impressos da rede RBS/ Zero Hora, Editora Globo e Editora Abril. É Mestre em Ciências da Comunicação pela Unisinos, pesquisando na linha de Linguagens e Práticas Jornalísticas, mais especificamente a representação da morte no fotojornalismo. Também é professora dos cursos de Comunicação Social, Fotografia e Realização Audiovisual na Unisinos e professora convidada do Núcleo de Fotografia da UFRGS.

Pedro Harres

Pedro Harres é diretor e roteirista brasileiro. Nascido em Porto Alegre em 1984, é graduado em Realização Audiovisual pela UNISINOS e Filosofia pela UFRGS. Trabalhou em posições chave em vários projetos, incluindo longas animados e participou de oficinas internacionais como BrLab e Generation Campus Moscou. Um Animal Menor, seu primeiro curta, ganhou diversos prêmios nacionais. EgoMáquina, vídeo-instalação interativa de sua autoria, foi premiada pela Funarte e já esteve em museus e espaços públicos, como o Conjunto Nacional, na Avenida Paulista/SP, na rodoviária de Porto Alegre e no Museu de Direitos Humanos do Mercosul.
O curta Castillo y el Armado é sua estréia na direção em animação, com premiere mundial no 71° Festival de Veneza – Mostra Competitiva Orizzonti, tendo participado em mais de 130 seleções de festivais diversos e ganhou mais de 30 premiações, inclusive uma qualificação ao Oscar.

Ricardo Pirecco

Pirecco é designer gráfico, ilustrador e artista visual, vive e trabalha em Porto Alegre/Brasil. Graduado e pós-graduado em Design Gráfico e Direção de Arte pela faculdade ESPM de Porto Alegre, trabalhou alguns anos em agências de publicidade, estúdios de design e marcas na área de moda. Morou em Vancouver (Canadá), onde estudou e trabalhou durante 2009 – 2010. De volta a Porto Alegre, foi diagnosticado com Câncer aos 26 anos de idade, doença que superou e o fez mudar bastante, ajudando a tomar importantes decisões na sua vida.

Aluno do Instituto de Artes da UFRGS e de outros grandes professores, como o escocês Charles Watson, Jailton Moreira e Maria Helena Bernardes, Pirecco vem se dedicando bastante nos últimos anos ao estudo das Artes Visuais e Processo Criativo. Atualmente, continua desenvolvendo em seu atelier projetos de Design Gráfico, Ilustração e Artes Visuais para clientes no Brasil e exterior, assim como participando de aulas e palestras em escolas, faculdades e empresas. Entre os clientes que já trabalhou estão: Havaianas, Renner, Sprite, Gerdau, Grupo RBS, SAP Labs Latin America, AMCHAM Brasil e Itaú.

Rochele Zandavalli

Rochele Zandavalli é Artista Visual, possui Mestrado em Poéticas Visuais pelo PPGAV do Instituto de Artes da UFRGS, e é graduada em Artes Visuais pelo mesmo Instituto. Professora nos cursos de Graduação Tecnológica em Fotografia, Realização Audiovisual, e Moda, na Unisinos – Universidade do vale do Rio dos Sinos, na Extensão do Núcleo de Fotografia da UFRGS, e pesquisadora na área de Fotoquímica, no mesmo Núcleo. Também atua como professora na Fluxo – Escola de Fotografia Expandida.

Possui obras na Coleção Joaquim Paiva de fotografia em comodato com o MAM/RJ, nos acervos da Fundação Vera Chaves Barcellos, Museu de Artes do Rio Grande do Sul – MARGS, e Museu de Arte Contemporânea MAC/RS. Sua produção em fotografia destaca-se pelo investimento na materialidade do suporte, na mistura entre técnicas, e na coexistência entre tecnologias, trabalhando muitas vezes com processos analógicos em laboratório e processos experimentais. Além de fotografia, seus trabalhos incluem desenhos, pinturas, gravuras, e produções na área da animação e cinema.

Teve exposições e mostras importantes como as Individuais: Rever, no Santander Cultural, Porto Alegre, 2012 e no Centro Cultural Ordovás Filho, em Caixas do Sul, 2013; OCULTO, na Galeria Lunara, Usina do Gasômetro, Porto Alegre, 2009. Também participou de exposições coletivas como: Da matéria sensível – Afeto e forma no acervo do MAC/RS; 2014. Neblina, Galeria dos Arcos, Usina do Gasômetro, 2014; De Humani Corporis Fabrica, no MARGS, em Porto Alegre, 2013; O Melhor de cada um, Gal. Mascate, em Porto Alegre, 2013; Idades Contemporâneas, pelo MAC/RS,Porto Alegre,2012; Labirintos da Iconografia, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Porto Alegre, 2011; Panorâmica, Usina do Gasômetro, Porto Alegre, 2009; Xirugravuras, Choque cultural, São Paulo/SP, e Museu do Trabalho, Porto Alegre, 2009; Sobreimagem, Galeria ECARTA, Porto Alegre, 2007.

Rodrigo Baleia

Rodrigo Baleia é fotojornalista ambiental. Seu interesse por registrar à vida selvagem começou em 1991, quando fundou o Grupo de Estudo de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul com outros seis biólogos. Em 1993 começou a fotografar e documentar os aspectos sociais e ambientais da costa sul do Brasil, enfatizando a interação humana com mamíferos marinhos.

Colaborador frequente da National Geographic Brasil, Revista Exame, com serviços prestados para Le Express, The Guardian, The New York Times, Revista Veja, suas imagens ilustraram artigos no The Washington Post, The Wall Street Journal e National Geographic News.

Com larga experiência na Floresta Amazônica, documentou expedições para muitas ONGs, como Greenpeace, The Nature Conservancy, Accion e Museu Paraense Emilio Goeldi.
Seu material relacionado a meio ambiente, povos tradicionais, ciência e tecnologia, já foi distribuído pelas agências Getty Images, ZumaPress, World Picture Network (WPN) e Reuters TV.

Hoje, atua como fotógrafo freelancer é colaborador da agência Folha Press e do coletivo @EveryayClimaChange.

Thais Fernandes

Formada em jornalismo pela PUCRS e co—fundadora do coletivo Cena Expandida, Thais já participou do Talent Campus Buenos Aires no ano de 2013 e do Berlinale Talents no ano de  2014. Trabalha com cinema (roteiro, direção e montagem), teatro (dramaturgia e direção) e pesquisa a narrativa híbrida.

Tiago Rezende

Tiago trabalha como roteirista, diretor, produtor executivo e montador. Participou de cursos de roteiro como “Genre”, de Robert Mckee, “Taking Series Seriously” de William Rabkin, e “TV Writer’s LAB” no Raindance London. Realizou estudo sobre Complexidade Narrativa nas séries de televisão, para monografia de conclusão do Curso de Realização Audivisual da Unisinos. Desde então mantém-se estudando modelos seriados. É sócio-diretor e fundador da VERTE. Entre suas principais realizações estão: Roteirista e criador das séries Werner e os Mortos, Avestruz de Férias , e Alce & Alice. Roteirista e produtor executivo do longa metragemMar Inquieto e da minissérie Horizonte B. Diretor e produtor executivo da sérieNecrópoles. Roteirista e diretor nos curtas Lesão Treinando & o filhote de cachorro selvagem, É uma pena você não ser um vencedor, e Coração de Vingança.

Tomás Fleck

Tomás Fleck é sócio da Verte Filmes e atua como roteirista, produtor e diretor. É criador e roteirista do seriado Bocheiros (TVE, 2014; Prime Box Brazil 2015). Criador, roteirista e produtor executivo da série Horizonte B (TVE, 2015) selecionada para a mostra competitiva do Festival Internacional de Televisão de São Paulo TELAS 2015. Foi roteirista do curta-metragem Quanto Mais Suicidas, Menos Suicidas (2014), vencedor do prêmio IECINE e selecionado para a mostra gaúcha do Festival de Cinema de Gramado 2015. É roteirista e produtor executivo do longa-metragem De Que Arte Se Ocupam As Pessoas Mortas contemplado pelo edital Procultura de produção de longa-metragem e estreia em 2016. Também fez o roteiro do curta-metragem POMBAS!, premiado pela RBSTV como melhor mini-metragem e exibido no De Olho Neles! do ANIMAMUNDI. É criador, roteirista, diretor e produtor executivo da série Necrópoles que estreia em 2016 no Prime Box Brazil. Tomás também e roteirista dos seriados Werner e os Mortos (Canal Brasil – 2016), vencedor do FITV 2014 na categoria de melhor piloto de ficção; Alce & Alice (TVE – 2016); Avestruz de Férias, contemplado pelo PRODAV 04 em 2014. É produtor do FRAPA – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre, primeiro festival focado em roteiro na América Latina. Ministrou o curso de extensão Roteiro para Série de TV – Criação, Desenvolvimento e Venda na PUCRS em 2015; e deu aula de séries de TV pelo projeto Alfaiataria Itinerante para 7 cidades do Rio Grande do Sul em 2014. Estudou direção com Pablo Stoll e roteiro com Willian Rabkin.

Tuane Eggers

Tuane Eggers nasceu, em 1989, em uma pequena cidade do sul do Brasil – e é lá que ainda vive. Ela acredita na beleza dos pequenos universos. Graduada em jornalismo, é fotógrafa autodidata. Começou a fotografar há cerca de dez anos, com autorretratos digitais. Ao longo do tempo, encantou-se pelo universo da fotografia analógica, com a proposta de outro tempo e suas múltiplas possibilidades. Participou do longa-metragem “Os Famosos e os Duendes da Morte”, do diretor brasileiro Esmir Filho, lançado em 2010. Suas fotografias estarão presentes também em “O Filme da Minha Vida”, dirigido por Selton Mello, em fase de pós-produção. Seu trabalho já foi exposto no Japão, em 2011; na Inglaterra, em 2013; na India e na Dinamarca, em 2014. Foi convidada do 11º Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco, realizado em setembro de 2015.

Vicente Moreno

Atua desde 2006 como montador, roteirista e diretor, realizando programas para televisão, curtas, médias e longas-metragens. Finaliza agora seu mestrado em comunicação pela PUCRS, tendo graduado-se em Realização Audiovisual pela UNISINOS, onde é professor de montagem e roteiro. É também professor convidado de direção na FAP-UNESPAR/Curitiba e foi responsável pelos módulos de montagem e roteiro do Curso de Especialização em Cinema da UNISINOS durante quatro anos.

Além de roteirizar e montar os trabalhos que dirige, foi colaborador de realizadores como Gilson Vargas, Fabiano de Souza, Gustavo Spolidoro, Ana Luiza Azevedo, Eduardo Wannmacher, Márcio Schonardie, Sérgio Silva.

Como diretor, realizou o documentário “Absoluto”, que bateu o recorde mundial de maior exibição de cinema ao ar livre em sua estréia no Estádio Beira-Rio; os curtas “Sem Sinal” e “Mãos Dadas”, ambos premiados com melhor direção; o média-metragem “Horizonte Flutuante”, híbrido de documentário e ficção com depoimentos de Mario Vargas Llosa, Carlo Ginzburg, Terry Eagleton, entre outros pensadores contemporâneos.

Recentemente dirigiu e montou a série de televisão “Para que Servem os Homens” para a RBSTV e o curta “Notícias Tuas”. Nesse segundo semestre de 2014 está lançando o longa de Gilson Vargas, “Dromedário no Asfalto”, do qual é montador e produtor executivo, e dois novos curtas de direção e montagem sua: “Cedo”, com a participação do filósofo australiano Peter Singer, e “Depois da Avenida”, uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre em parceria com o Sport TV.

#7 bandas que inovam em storytelling por Gabriel Motta Ferreira

7 bandas que inovam no Storytelling

Já faz algum tempo que conjuntos musicais vêm inovando em storytelling e transcendendo as mídias sonoras para expandir seus universos narrativos muito além de sua música. Antigamente, a tecnologia os limitava à ilustrações e artes gráficas criadas para capa de seus LPs. Logo mais, com a chegada do audiovisual e da MTV, não foram poucos os que se destacaram com a produção de clipes musicais que marcaram e ainda marcam nossas vidas. Atualmente, bandas e artistas musicais vêm buscando novas formas de inovar e impactar seu público com a expansão narrativa de suas músicas.

Vamos conhecer algumas delas.

Arcade Fire – “Reflektor: videoclipe interativo”

A banda Arcade Fire abre nossa seção de exemplos por ser uma das bandas mais inventivas do século. Por exemplo, seu segundo álbum “Neon Bible” foi gravado em uma igreja comprada pelos próprios integrantes, motivados por uma melhor acústica. Ao lançar este mesmo trabalho, a banda ainda criou um site especial onde se encontrava um número de telefone para o qual os internautas podem discar e ouvir a canção “Intervention”.

Abaixo, entrem no link e preparem seus computadores e smartphones para interagir com o videoclipe de “Reflektor”, canção que dá nome ao álbum lançado em 2013.

http://www.justareflektor.com/

Oasis – “Dig Out Your Soul In the Streets”

Antes mesmo de lançar seu álbum “Dig Out Your Soul”, os ingleses da Oasis convidaram artistas de rua de Nova York para ensaiarem e apresentarem suas novas canções pelas ruas da cidade. A bela iniciativa resultou em um documentário dirigido pelos irmãos Malloys e em uma grande repercussão inicial para seu novo trabalho.

Kanye West  – “Runaway: um média-metragem”

O produtor musical, rapper e estilista Kanye West dirigiu um média-metragem entitulado “Runaway”. O filme musical conta a história de amor entre o rapper e uma alienígena caída enquanto apresenta grande parte das músicas de seu álbum “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”.

The Beatles – “Yellow Submarine: o filme”

Por falar em musical, quem já viu o longa-metragem de animação “Yellow Submarine” baseado no trabalho dos Beatles e lançado em 1968?

Apanhador Só – “Turnê nacional na sala de estar”

A banda independente gaúcha Apanhador Só é outro grande exemplo de inovação narrativa. Além de seus impressionantes videoclipes (destaque para “Nescafé” e “Depirocar”), o conjunto musical criou seu próprio caminho para crescer e se tornar uma das bandas de destaque nacional, com total participação de seus fãs. Tal participação pode ser notada em shows nos quais o público é convidado a agarrar um instrumento e tocar junto com a banda ou ainda, em suas campanhas de crowdfunding, em que as recompensas incluem de serenatas virtuais e ao vivo a entradas para concertos na sala de estar de outros fãs.

Arcade Fire & Spike Jonze – “Scenes from the Suburbs”

De novo esse pessoal Canadense aprontando… Dessa vez ao produzir um filme com o diretor Spike Jonze para seu então novo álbum, “The Suburbs”.

M83 – “Midnight City, Reunion e Wait”

O nome da dupla eletrônica francesa M83 é uma homenagem a galáxia Cata-vento do Sul (Messier 83). Uma referência facilmente identificável em seu trabalho musical e ainda, refletido em todas suas extensões audiovisuais. Como por exemplo, em sua triologia de video-clipes que apresenta a trajetória celestial de um grupo de crianças paranormais:

Major Lazer – “Major Lazer: The New Domination Animation Cartoon”

Os badalados Major Lazor não ficam muito atrás. O altar-ego da banda, um personagem chamado Major Lazor que possui um braço metralhadora-lazer, ganha sua própria série de TV no canal FXX e Hulu.

Descubra mais: http://cartoon.majorlazer.com/

De brinde, uma série de video-clipes impressionantes por sua narrativa e/ou linguagem visual para inspirar a todos nós!

Curtiu? Vem aprender a combinar conhecimentos de construção narrativa e distribuição de conteúdo em múltiplas plataformas no curso Brand Storytelling – Narrativas para os novos dias, com o roteirista, produtor e diretor audiovisual Gabriel Motta Ferreira.

TURMAS ABERTAS: http://bit.ly/1T81Ybf

1ª Exposição de alunos da Fluxo – O Silêncio da Escuta

Após o edital de inscrição, encerramos as inscrições para a 1ª Exposição de alunos da Fluxo – O Silêncio da Escuta. Desde 2012, compartilhamos conhecimento, expandimos pensamentos e ideias e propusemos discussões acerca da fotografia, audiovisual e artes afins. Estamos muito felizes em poder proporcionar um espaço para que este conhecimento seja visto e reconhecido.

Os participantes que terão seu trabalho exposto na Galeria da Fluxo, e ainda os vencedores que concorrem a PRÊMIOS:

– As três melhores fotografias e três melhores vídeos segundo a comissão julgadora ganharão o valor de R$ 1.500 em crédito válido para qualquer curso da Fluxo.

– A votação também acontece pela web! As três fotos e três vídeos mais curtidos ganharão o valor de R$ 800 em crédito válido para qualquer curso da escola.

A exposição acontece nas dependências da Escola, de 19 de novembro a 22 de Dezembro. Os selecionados irão receber informações ainda essa semana!

Fique ligado: os vencedores dos prêmios serão revelados na grande comemoração de aniversário da Escola Fluxo, no dia 29 de Novembro.

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O fluxo segue.

“Postais para Charles Lynch”, do coletivo Garapa

O Coletivo Garapa é um coletivo de fotografia formado pelos jornalistas e artistas visuais Leo Caobelli  – também fotógrafo e professor da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes. Os trabalhos do Garapa lançam mão de múltiplos formatos e linguagens para produzir narrativas visuais e pensar a imagem e a linguagem documental como campos híbridos de atuação.

O projeto do coletivo “Postais para Charles Lynch” foi um dos projetos contemplados pela segunda edição da Bolsa de Fotografia ZUM/IMS, em 2014. A narrativa foi inspirada em postais que circularam no início do século 20 pelos Estados Unidos, disseminando as imagens de enforcamentos e linchamentos realizados por tribunais dos movimentos de supremacia racial branca. Charles Lynch, fazendeiro e político do estado da Virgínia, liderou uma milícia para punir criminosos e legalistas durante a Guerra de Independência Americana, nos anos 1770 e 1780. A instituição de uma corte não oficial, formada por Lynch e seus aliados para julgar e punir seus opositores, deu origem ao termo “Lynch Law” (Lei de Lynch) e, consequentemente, “lynching” (linchamento).

Charles Lynch Charles Lynch Charles Lynch

Por meses, o coletivo buscou os vídeos de linchamento publicados no Youtube – arquivos voláteis que, por violarem as condições de uso do site, saem da rede na mesma velocidade que entram. O material encontrado, baixado e catalogado foi armazenado em um disco LTO, uma mídia empregada para backup de dados, que oferece maior segurança de armazenamento, mas que não pode ser acessada facilmente, sendo ilegível para um computador comum. Desses vídeos foram extraídos frames e comentários de ódio, que, inseridos nos códigos das imagens, geram um glitch, uma interferência em sua estética e inteligibilidade.

Postais para Charles Lynch tomou a forma de um livro de artista que, em suas páginas, alterna os frames interferidos por comentários de ódio e trechos dos códigos das imagens onde estes comentários foram inseridos. Também compõem o livro a transcrição do áudio de um dos linchamentos e o disco LTO, onde está armazenada a coletânea de vídeos baixados, além da catalogação destes vídeos.

Veja o Making Of:

Confira também o fac-símile do Livro:

Afinal, o que é fotografia expandida?

Afinal, o que é fotografia expandida?

Fotografia expandida é, em suma, o pensamento que propõe uma relação com a linguagem fotográfica, ou seja, nos provoca uma análise mais profunda em relação a que ponto estamos no desenvolvimento, aplicação e possíveis rumos da fotografia em territórios artísticos, profissionais ou da nossa vida, a cotidiana, das relações diretas e indiretas.

A Fluxo – Escola de Fotografia Expandida respira esse conceito. O que propomos é perceber a fotografia além da fotografia, ou seja, entender primeiramente que ela já não se comporta da mesma forma que ela se comportava há 5 anos – e que, hoje, possui um protagonismo em nossas vidas, para além das zonas que eram ocupadas apenas por artistas/fotógrafos. É justamente este o ponto: colocar a fotografia dentro de uma zona classificatória é um tanto difícil e reducionista, quando ela justamente está em tudo e é praticada por todos, de diferentes formas e por diferentes motivos.

Giganto por Raquel Brust Giganto por Raquel Brust Giganto por Raquel BrustProjeto Giganto, da artista visual Raquel Brust

O fotojornalismo se remodela, fotografias feitas por celular ocupam capas de jornais com imagens geradas por transeuntes, guerras são cobertas por Iphone, assim como campanhas publicitárias de importantes marcas de moda. Da mesma forma, novos mercados se abrem, apontando uma diversidade de relações comerciais com a fotografia/imagem, quase infinitas. Através da imagem, estamos comunicando uma vida.

Desenhamos uma autobiografia cotidiana em que compartilhamos absolutamente tudo, da banalidade de uma xícara de café até o nascimento de um bebê. Dentro da fotografia documental, ou no campo das artes visuais, a apropriação das imagens na composição de importantes trabalhos produz reflexões importantes sobre quem é o fotógrafo de nossa época: este que antes era o gerador da imagem, hoje, quem sabe, também seja aquele que tem a capacidade de tramar relações, propor narrativas e diálogos com imagens, que não necessariamente foram feitas por ele, mas que a partir da sua construção, ganham potência.

De acordo com Rubens Fernandes Jr.,pesquisador e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, foi Andréas Müller-Pohle (crítico, fotógrafo e editor da revista European Photography), quem primeiro definiu o conceito de fotografia expandida, aquela que rompe com a tradição visual fotográfica inaugural e amplia a órbita conceitual no que diz respeito à produção da imagem fotográfica.

Resumindo, dentro desse conceito devem ser considerados todos os possíveis tipos de manipulação da imagem e de interferência nos procedimentos fotográficos que, ao final, atribuem ao código fotográfico um caráter inovador. Amplia seus limites e provoca uma reorientação dos paradigmas estéticos desta linguagem, tornando-a uma atividade estética renovadora.

BASETRACK LIVE é uma peça de teatro documental sobre o impacto da guerra causado aos veteranos e suas famílias. Dois atores retratam personagens da vida real: um jovem fuzileiro naval e sua esposa. Fotografias e vídeos reais filmados por jornalistas foram integrados à ficção e trazem à luz as histórias de outros fuzileiros que serviram junto com a personagem principal.

Ainda segundo as palavras de Rubens Fernandes Jr.: “A fotografia expandida é uma possibilidade de expressão que foge da homogeneidade visual repetida à exaustão. Uma espécie de resistência e libertação. De resistência, por utilizar os mais diferentes procedimentos que possam garantir um fazer e uma experiência artística diferente dos automatismos generalizados; de libertação, porque seus diferentes procedimentos, quando articulados criativamente, apontam para um inesgotável repertório de combinações que a torna ainda mais ameaçadora diante do vulnerável mundo das imagens técnicas”.

Bem, possuir um entendimento expandido sobre fotografia, nos desafia a pensar justamente nos protagonismos que temos em pleno fenômeno de movimentação desta linguagem imagética. O protagonismo enquanto Escola que somos, a formação de pessoas que possam ter mais consciência ao comunicar-se com suas redes ou mesmo ao intensificar a sua capacidade de leitura desta série de discursos que são produzidos todo o tempo em timelines quase intermináveis. É promover o encontro de diferentes áreas do conhecimento e através deste encontro, provocar contaminações que possam trazer novos pensamentos e construir novos terrenos de relação, compreensão e atuação.

É formar fotógrafos que consigam ter a capacidade de estar com os pés no presente dentro de questões técnicas, mercadológicas e filosóficas, mas que tenham um comportamento disposto ao pleno movimento que aponta um horizonte ainda indefinido. E que dentro desta indefinição, estes possam seguir acompanhando um fenômeno de infindáveis potências e perspetivas múltiplas.

#16 documentários sobre cinema por Pedro Gusmao

Por Pedro Gusmao

16 documentários sobre cinema

Você gosta de cinema mas não tem a mínima ideia de como se faz?  Desde muito tempo o cinema atrai a inúmeros documentaristas ao seu universo mítico. Essa é uma lista de 16 documentários que tratam sobre o tema das mais diferentes maneiras.

A lista a seguir é aberta e, consequentemente, ampliável.

#1 – Um homem com uma Câmera
(Chelovek s kino-apparatom) – Dziga Vertov – 1929

O cineasta soviético contemporâneo de Eisenstein, Kuleshov e Pudovkin é o primeiro a pensar e mostrar o oficio do cineasta e transformá-lo em protagonista.
Nesse ensaio sobre o registro do movimento, vemos de forma documental a história de um operador de câmera que filma a vida de uma grande cidade.

#2 – Um Filme Para Nick
(Lightning Over Water) – Wim Wenders, Nicholas Ray – 1980

O jovem Wim Wenders filma o moribundo mestre Nicholas Ray (diretor de “Rebelde sem causa” e “Johnny Guitar” entre outros) que padece de um câncer em seu apartamento de Nova Iorque. Entre cigarros e ataques de tosse, o velho Nick compartilha alguns de seus últimos instantes com o discípulo.

Um dos temas centrais dos filmes de Wim Wenders sempre foi o próprio cinema. Filmes como “O céu de Lisboa” (1995), sobre um operador de som, “Room 666” (1982), que entrevista diretores durante o Festival de Cannes de 1982, “Tokio-Ga” (1985) sobre a obra do mestre japonês Yasujiro Ozu, “No decurso do tempo” (1976) sobre dois projecionistas de cinema, valem a pena serem assistidos.

#3 – Burden of Dreams
(Burden of Dreams) – 1982 – Les Blank

O documentário acompanha a caótica produção do épico “Fitzcarraldo” (1982) do excêntrico diretor alemão Werner Herzog. Além de ter de lidar com uma mega produção que envolve indígenas e técnicos alemães em meio a uma guerra entre Peru e Ecuador, Herzog precisa controlar seu egocêntrico ator principal Klaus Kinski e tem a tarefa colossal de cruzar um barco gigantesco sobre uma montanha no meio da selva amazônica.

#4 – A.K.
(A.K.) – Chris Marker – 1985

O mítico ensaísta Chris Marker viaja ao Japão para acompanhar as filmagens do clássico “Ran” do mestre Akira Kurosawa. O filme aborda a metodologia do diretor e é um registro importante da grandiosidade do cinema de Kurosawa.

5 – O Apocalipse de um Cineasta
(Hearts of Darkness – A Filmmaker’s Apocalypse) – Fax Bahr, George Hickenlooper, Eleanor Coppola – 1991

Montado a partir de imagens gravadas pela própria esposa de Francis Ford Coppola, Eleanor, este filme é um making off visceral sobre o processo de filmagens do legendário “Apocalipse Now”. Desde a troca do ator protagonista depois de um mês de filmagens, passando por problemas com o governo do Laos, aluguel dos helicópteros, chiliques e birras de Marlon Brando, vemos a um Coppola a beira de um colapso em todos os sentidos.

#6 – Uma viagem com Martin Scorcese pelo cinema americano
(A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies) – 1995 – Martin Scorcese, Michael Henry Wilson

Como o próprio nome já diz, este é um ensaio fílmico sobre o cinema americano, desde uma perspectiva pessoal e íntima do diretor de “Os bons Companheiros”. Convidado pelo British Film Institute, Scorcese analisa filmes e diretores americanos desde D. W. Grifith e o cinema mudo, até o cinema dos anos 60 em uma linda reflexão sobre o cinema clássico americano, repleta de cenas marcantes dos filmes.

Sobre cinema, Scorcese ainda realizou os documentários “Il mio viaggio in Italia”, sobre o cinema italiano e “A letter to Elia”, sobre o diretor Elia Kazam, além da ficção “A invenção de Hugo Cabret” que conta a história de um menino que vive na estação de trens de Paris e acaba ficando amigo do velho Gerges Meliés, diretor de filmes mudos como o importantíssimo “Viagem à Lua”.

#7 – História(s) do cinema
(Histoire(s) du cinéma) – 1988 a 1998 – Jean Luc Godard

Toda a obra de Godard faz referência ao universo do cinema, desde seu primeiro longa “Acossado”, que desconstruia os marcos do cinema clássico americano, ao último, “Adeus à linguagem”, uma reflexão sobre o futuro da sétima arte.

Estas histórias do cinema, que Godard demorou anos em terminar, são uma analise do século XX através de filmes e imagens desde o ponto de vista do infant terrible da Nouvelle Vague. Divididas em vários capítulos, as histórias constroem um fresco fílmico sobre o cinema mundial.

Outras filmes de Godard que jogam com o universo do cinema mais diretamente são: JLG por JLG – Autorretrato de dezembro (Um auto-retrato de Godard e de seu cinema), Meetin’ WA (uma entrevista com Woody Allen) e Prénom Carmen (um grupo de jovens assalta bancos para financiar seus filmes).

#8 – Onde jaz o teu sorriso?
(Où gît votre sourire enfoui?) – Pedro Costa, Thierry Lounas – 2001

O português Pedro Costa foi convidado a fazer um filme sobre seus mentores e referentes estéticos, o casal de realizadores Jean-Marie Straub e Danièle Huillet. Costa observa com grande sensibilidade e carinho o trabalho técnico e intelectual dos dois cineastas enquanto re-montam seu filme “Sicilia!”.

#9 – Stanley Kubrick: Imagens de uma Vida
(Stanley Kubrick – A Life in Pictures) – 2001 – Jan Harlan

Este é um filme bem clássico sobre o mais famoso diretor americano de todos os tempos. O filme parte de entrevistas com colaboradores e colegas de Kubrick para, municiosamente, repassar a obra inteira do diretor.

#10 – O Show não pode parar
(The Kid Stays in the Picture) – 2002 – Nanette Burstein, Brett Morgen

Um documentário bem convencional, mas que conta a história de Robert Evans, legendário produtor da Paramount nos anos setenta (Love Story, Godfather, Rosemary’s Baby, Chinatown, etc). É interessante porque mostra a história desde o ponto de vista de um produtor de cinema. A anedota de como Evans convence Mia Farrow a seguir com as filmagens de “O Bebê de Rosemary” apesar da proibição de seu marido Frank Sinatra é impagável.

#11 – Perdido em La Mancha
(Lost in La Mancha) – 2002 – Keith Fulton e Louis Pepe

O que pretendia ser um simples making off do filme “The man who killed Don Quixote”, dirigido pelo ex-Monty Pyton, Terry Gilliam e estrelado por Johnny Depp, se transforma em um drama sobre a realização de um filme cheio de contratempos e infortúnios.

A catástrofe da realização do “Dom Quixote” de Orson Welles anos antes aumentam os rumores de que a novela de Cervantes poderia estar amaldiçoada.
A cena da tempestade levando os equipamentos em uma enxurrada é antológica.

#12 – Cineastas contra magnatas
(Cineastas contra magnates) – 2005 – Carlos Benpar

O cineasta espanhol Carlos Benpar realiza um documentário sobre a integridade da obra cinematográfica em mãos dos produtores e como o filme é pouco respeitado como forma de arte e se transforma em um produto que os produtores alteram ao seu bel prazer.

Depoimentos de cineastas como Woody Allen, Milos Forman, Marco Bellocchio, John Huston entre outros dão o tom desse filme que é uma ode ao cinema como forma de arte. Possui uma continuação chamada “Cineastas em accíon” que incita os cineastas a se organizarem e lutarem.

#13 – Manual de cinema para pervertidos
(The pervert’s guide to cinema) – 2006 – Sophie Fiennes

Apresentado pelo filósofo pop Slavoj Zizek este documentário analisa a teoria freudiana e a psicologia humana através de grandes filmes da história do cinema. O mais legal é a misè-en-scene do documentário que coloca Zizek interagindo com os espaços dos filmes que analisa.
Essencial para entender a profundidade e as mil interpretações que um bom filme pode ter.

#14 – The Greatest Movie Ever Sold
(The Greatest Movie Ever Sold) – 2011 – Morgan Spurlock

No intuito de fazer um documentário sobre merchandising no cinema, Morgan Spurlock (Siper Size Me, Freakonomics) parte em busca de financiamento usando todas as formas possíveis de merchandising. O filme acompanha o diretor em reuniões com grandes marcas e produtos, tentando vender sua ideia e inventando novas formas de patrocínio para garantir a realização de seu documentário.

15 – Isto não é um filme
(In film nist) – 2011 – Jafar Panahi

Condenado pela justiça do Irã, o cineasta Jafar Panahi aguarda em prisão domiciliar pelo resultado de sua sentença no tribunal de apelação. Este “não filme” retrata um dia nesta difícil rotina do diretor perseguido pelo governo de Mahmoud Ahmadinejad.

#16 – O Labirinto de Kubrick
(Room 237) – Rodney Ascher – 2012

O filme explora as múltiplas interpretações que se fazem do filme “O Iluminado” de Stanley Kubrick. As teorias são intermináveis e incluem a de que foi o próprio Stanley quem dirigiu a gravação da viagem do homem a lua.
O mais interessante do filme é entender melhor o processo detalhista que Kubrick tinha em suas produções e a dimensão do controle que tinha sobre seus filmes.

Eaí, gostou? No Curso Recording – Introdução ao Fazer Cinematográfico, você coloca a mão na massa e produz um mini documentário! Aprenda técnicas de gravação de vídeo, a linguagem cinematográfica, escrita de roteiro, gravação e finalização com o diretor Pedro Gusmao.

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#Inspiração: Martin Parr

O britânico Martin Parr é o fotógrafo documentarista, fotojornalista, colecionador e curador conhecido por seus projetos fotográficos que com olhar intimista, satírico e antropológico acerca dos aspectos da vida moderna: uma forte crítica à classe média.

Martin Parr

Suas fotografias são banhadas de humor corrosivo: registra em seus trabalhos principalmente anônimos em momentos de lazer – mas seu olhar sempre volta-se ao bizarro, o engraçado, o decadente. Sua visão sarcástica sobre o consumismo e classes populares – estética copiada à exaustão em suas produções – foi construída através de cores saturadas e enquadramento muito próximos aos personagens que retrata. Como numa crônica de costumes, ressalta a comicidade do prazer burguês.

Segundo o organizador do festival Paraty em Foco e também fotógrafo, Iatã Cannabrava, Parr é “um dos mais importantes nomes da fotografia, porque é um personagem completo”. O artista é membro deste 1994 da agência Magnum Photos, da qual hoje é presidente. Ele também ganhou muita notoriedade em seu trabalho curatorial, em que recentemente atua como espécie de legitimador da qualidade de fotolivros.

Sua carreira conta hoje com a publicação de cerca de 40 fotolivros individuais, 80 exposições ao redor do mundo – incluindo a exposição itinerante internacional ParrWorld.

Veja um pouco da polêmica obra de Martin Parr:

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Gostou? Conheça mais da obra desse artistas e ouros fotógrafos documentais no curso Foto.doc, com o fotógrafo Leo CaobelliVeja as próximas turmas.