Novo Workshop de Composição Fotográfica

O Workshop de Composição Fotográfica volta ao calendário da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida repaginado. Agora ministrado pelo fotógrafo Leo Caobelli do Coletivo Garapa, o curso pretende explorar mais a fundo o momento do ato fotográfico e como a tomada de decisão pode influenciar – e muito – na imagem final.

Segundo o professor Leo Caobelli, um dos principais objetivos do curso é desconstruir as práticas atuais de composição dos alunos, propondo reflexões sobre suas rotinas fotográficas e como quebrá-las, a fim de estimular os participantes a sair de suas zonas de conforto e enxergar novas perspectivas imagéticas.

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Muitas vezes, a maior parcela de tempo do fotógrafo é gasta em decisões de câmera, objetiva e assunto – e, como consequência, o instante fotográfico acaba sendo rápido, objetivo e pouco planejado. Dessa forma, outro grande foco do workshop é aumentar a importância do ato de fotografar no processo criativo do aluno.

Muito do estudo sobre composição é feito com base em referências e anti-referências apresentadas. Agora – além de apresentar fotógrafos clássicos, regras e composições formais – o curso traz também referências contemporâneas, quebrando conceitos clássicos de composição, como a própria bidimensionalidade fotográfica, e expandindo as possibilidades do participante no momento da tomada de decisão que antecede o clique.

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Caobelli também propõe uma análise prática utilizando suas próprias fotografias, contrapondo composições semelhantes, questões geométricas, apontando possibilidades de reenquadramento e estudando como cada elemento é capaz de transformar o discurso e ressignificar uma imagem.

Ficou interessado? Se liga nas próximas turmas:

Workshop de Composição Fotográfica com Leo Caobelli

Turma Noite – 27 de Maio
Quarta-feira – das 19h30 às 22h30

Turma Tarde – 2 de Junho
Terça-feira – das 14h30 às 17h30

Turma Manhã – 10 de Junho
Quarta-feira – das 9h30 às 12h30

Inscrições pelo e-mail: contato@escolafluxo.com.br

Mais informações no site da Fluxo.

Plataforma Internacional de Leituras de Portfólios | FestFoto 2015

Leituras de Portfolio | FestFoto 2015

A Plataforma Internacional de Leituras de Portfólios do FestFoto 2015 foi desenhada e organizada para proporcionar aos fotógrafos inscritos a possibilidade de intercâmbio e maior visibilidade para seus trabalhos.

Neste sentido, curadores e especialistas em fotografia e arte contemporânea de sete países vão fazer parte das leituras e sendo concedidos os seguintes prêmios:

· Uma bolsa-prêmio para as leituras de portfólio no FotoFest/Houston nos Estados Unidos, em sua edição 2016.
· Uma bolsa-prêmio para as leituras de portfólio nos Encuentros Abiertos de Buenos Aires, para a edição de 2016.
· Prêmio de aquisição – Coleção Itaú de Fotografia Brasileira – Serão selecionados autores para aquisição de obras para serem incorporadas à Coleção Itaú de Fotografia Brasileira.

As inscrições para as leituras já foram esgotadas, evidenciando o sucesso da iniciativa. Veja o regulamento da premiação aqui.

Confira a lista de Leitores de Portfólio do FestFoto 2015:

Wendy Watriss (FotoFest/Houston | EUA)

Wendy Watriss é fotógrafa, curadora, jornalista e escritora. É co-fundadora do FotoFest, organização de artes fotográficas e educação conhecida internacionalmente e baseada em Houston, Texas, do qual é diretora artística desde 1991. Watriss começou sua carreira profissional como repórter e escritora para jornais e revistas norte-americanos e mais tarde tornou-se produtora de documentários para a televisão aberta nacional em Nova York.

Fred Baldwin (FotoFest/Houston | EUA)

Fred Baldwin também é co-fundador da FotoFest e fotojornalista, fotógrafo documental e conferencista. Baldwin está interessado em examinar todos os tipos de fotografia, de documentário à conceitual – não está interessado em trabalhos comerciais, retratos e fotografia de casamento. Ele enfatiza que pode oferecer aos fotógrafos os benefícios da experiência de seus 26 anos de busca por trabalhos para serem exibidos em Houston com visibilidade internacional durante o FotoFest.

Elda Harrington (Encuentros Abiertos de Buenos Aires | ARG)

Elda nasceu, vive e trabalha em Buenos Aires. Advogada, lecionou na Universidade de Buenos Aires e desde 1984 dedica-se à fotografia e à realização de projetos fotográficos. Como fotógrafa, participou de inúmeras exposições coletivas e expôs individualmente no exterior (Brasil, Chile, México, EUA, Espanha, Portugal, França, Itália, Bélgica e Coreia do Sul, entre outros). Como professora fundou em 1987 a Escola Argentina de Fotografia, tornando-se o primeiro centro de ensino e divulgação da fotografia na Argentina.

Silvia Mangialardi (Encuentros Abiertos de Buenos Aires | ARG)

Desde 1980, Silvia Mangialardi dedica-se à fotografia. Ela foi fundadora e diretora da Ediciones Fotográficas Argentina (1984-2012) e foi diretora da Fotomundo, revista fotográfica argentina. Silvia também editou livros e realizou a curadoria de inúmeras exposições nacionais e internacionais.

James Estrin (NYT Lens Blog | EUA)

James Estrin é fotógrafo sênior do staff do New York Times e um dos fundadores do Lens, famoso blog de fotografia do Times sendo hoje um dos co-editores junto com David Gonzalez. Trabalha para o jornal desde 1987 e fez parte da equipe vencedora do Prêmio Pulitzer em 2001. Além de fotografar, editar e escrever, produz áudio e vídeo para o nytimes.com. Estrin também é professor adjunto da Universidade da Cidade de Nova York Graduate School of Journalism e também leciona na School of Visual Arts programa de Masters de Fotografia Digital.

Veronica Cordeiro (CDF/Uruguai | BRA)

Veronica Cordeiro é brasileira mas vive e trabalha em Montevidéu. É curadora do Centro de Fotografia de Montevidéu desde fevereiro de 2013, coordenando jornadas anuais sobre fotografia, o Encontro Internacional de Fotografia de Montevideo e os programas educativos paralelos às exposições. É mestre em Antropologia Visual e realizou sua formação em curadoria trabalhando como curadora assistente na XXIV Bienal de São Paulo. Hoje possui a ONG Surcontexto, onde desenvolve programas de formação em crítica cultural, curadoria e laboratórios para criação de projetos vinculados a questões sociais e políticas.

Mônica Zaratini (BRA)

Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, assina o Blog De Olho na Foto no site estadao.com.br. Foi editora-assistente de fotografia do jornal O Estado de S. Paulo onde começou como repórter-fotográfica em 1988. Participou de importantes reportagens nacionais e internacionais, entre elas, as Paraolimpíadas/Atlanta em 1994 e a Copa do Mundo/Paris em 1998. Recebeu o III Prêmio Embratel de Fotografia e o XXIII Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em 2001, entre outros prêmios.

Eder Chiodeto (BRA)

É mestre em Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Atuou como repórter fotográfico (1991-1995), editor (1995-2004) e crítico de fotografia (1996-2010) no jornal Folha de S.Paulo. Hoje, reúne as funções de jornalista, professor, curador e pesquisador de fotografia. Como docente ministrou, entre 2005 e 2010, aulas na Universidade Metodista de São Paulo e na Faculdade de Fotografia do Senac-SP. Como curador independente realizou, desde 2004, mais de 60 exposições no Brasil e no exterior. Chiodetto é também o curador do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM-SP desde 2006.

Monica Maia (DOC Galeria/SP | BRA)

Mônica Maia é editora de fotografia, produtora e fotógrafa. Sócia da DOC Galeria | Escritório de Fotografia, espaço expositivo inaugurado em junho de 2012, com foco na fotografia documental e jornalística. Coordenou a área de fotografia do Núcleo de Revistas da Folha de S.Paulo até dezembro de 2010. Em 1999 foi a primeira brasileira a ser jurada do maior prêmio mundial de fotojornalismo, o World Press Photo, que acontece anualmente em Amsterdã, desde então é membro do Joop Swart Masterclass. Atuou na área de consultoria de Banco de Imagens Corporativos e colaborou com diversos livros e exposições. Foi curadora do 3º Encontro de Coletivos Fotográficos Íbero-Americano. É produtora executiva da Mostra São Paulo de Fotografia desde 2010.

Jim Casper (Lens Culture | EUA)

Jim Casper iniciou a revista online LensCulture em 2004 para explorar as diversas maneiras que a fotografia é utilizada nas artes, mídia e no cotidiano das culturas ao redor do mundo. Desde então, a LensCulture cresceu e hoje é considerada como um recurso altamente valioso de visibilidade para os fotógrafos, estudantes e amantes da arte. Em 2010, Jim uniu-se com parceiros internacionais para lançar as Leituras de Portfólio FotoFest Paris LensCulture, que reúne participantes de mais de 45 países em Paris, uma semana antes da ParisPhoto, a maior feira de Fotografia do Mundo.

Juan Travnik (FotoGalería do Teatro San Martín | ARG)

Juan Travnik é um professor experiente e curador no campo da fotografia criativa e é reconhecido como um dos fotógrafos contemporâneos mais importantes de seu país. Já participou de várias exposições individuais e coletivas em todo o mundo e foi um membro fundador do Consejo Argentino de Fotografía (ARG). É diretor de La FotoGalería del Teatro San Martín, fundada em 1985. A galeria tem um programa de pelo menos 12 exposições por ano e equilibra a participação de fotógrafos emergentes e consagrados. Procura por ensaios sobre assuntos diferentes e todos os tipos de novas tendências e visões. Pode proporcionar a oportunidade de expor na Argentina.

Pedro Meyer (ZoneZero – Fundação Pedro Meyer | ESP)

Pedro Meyer é um dos pioneiros e mais reconhecidos representantes da fotografia contemporânea. Fundador e presidente do Consejo Mexicano de Fotografía e organizador dos três primeiros Colóquios de fotografia da América Latina. Além de seu trabalho fotográfico artístico, Pedro Meyer foi professor em várias instituições de prestígio, bem como o curador, editor, fundador e diretor do renomado site de fotografia ZoneZero, que hospeda o trabalho de mais de mil fotógrafos de todo o mundo, e é visitado por mais de 500.000 pessoas a cada mês.

Angela Ferreira (Encontros da Imagem | POR)

Angela Ferreira é PHD em Fotografia e Comunicação Visual na UFRJ (BRA), com grande contribuição através artigos e entrevistas para diversos veículos, cunhando sua importância na cena fotográfica portuguesa e internacional. É Diretora de Fotografia no Festival Internacional Encontros da Imagem (POR), especializado no intercâmbio de fotográfico e artístico, encontrando e introduzindo artistas contemporâneos de todo o mundo.

Julio Pantoja (Bienal de Tucuman | ARG)

Fotojornalista, professor e ativista, Pantoja formou-se como arquiteto e fotógrafo na Universidade Técnica Nacional de Tucumán (ARG), onde é professor de Ciências da Comunicação. Também é pesquisador nas Universidade Nacional de Rosario (ARG). É diretor da Bienal Argentina de Fotografia e já foi conferencista em eventos acadêmicos de fotografia na Argentina, Peru, México, Equador, Colômbia, El Salvador, Nicarágua, Brasil, Espanha, França, Portugal, Canadá e Estados Unidos.

Francisco Mata Rosas (MEX)

Formou-se em Ciências da Comunicação na Universidad Autónoma Metropolitana (MEX). Francisco Mata Rosas foi fotojornalista no jornal La Jornada durante seis anos. Seu trabalho fotográfico já foi publicado em grandes veículos mexicanos e internacionais, como Estados Unidos, Espanha, Canadá entre outros países. Foi ganhador de diversos prêmios, como o Prêmio Aquisição na Bienal Mexicana de Fotografia de 1988, Prêmio de Honra no Concurso do Bicentenário da Revolução Francesa em 1989, Prêmio Fomento FONCA em 1999 e pertence ao Sistema Nacional de Criadores (MEX) desde 2000.

Amy Miller (ACP/Atlanta | EUA)

Amy Miller é Diretora Executiva do Atlanta Celebrates Photography (ACP), que acontece anualmente em diversos centros culturais espalhados por toda a cidade de Atlanta, com o objetivo de estimular e apoiar os fotógrafos além de educar o público, enriquecendo o diálogo nacional e internacional sobre fotografia. É mestre em fotografia pelo Pratt Institute (EUA) e nos últimos cinco anos, participou de inúmeros eventos de leituras de portfólio, curadoria de exposições, e fez parte de júris de concursos internacionais como o Critical Mass. Está interessada em ver todos os tipos de trabalho, exceto nus e trabalhos comerciais.

Joaquim Paiva (BRA)

Joaquim Paiva, é colecionador de fotografia e fotógrafo. Começou sua coleção em 1978, com grande acervo de fotógrafos brasileiros (2.300 imagens por 220 profissionais) e internacionais (460 gravuras de 140 fotógrafos) com uma vasta gama de temas e técnicas, expondo no Brasil e no exterior. Participa das Leituras de Portfólio de FotoFest/Houston, Encuentros de Buenos Aires, FotoRio e PhotoEspaña, em Madrid, entre outros. Está interessado em ver portfolios com trabalhos experimentais, criativos onde o fotógrafo mostre o compromisso com a qualidade, questões contemporâneas e seja inovador com interesse na aquisição de trabalhos para sua coleção.

Confira também a programação completa do FestFoto 2015 aqui.

A selfie e as câmeras de segurança que sustentamos

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É interessante refletir acerca dos fenômenos visuais que vivemos e nos relacionamos diariamente. Sem dúvida as selfies são protagonistas de nosso tempo. Basta abrir o Instagram ou o Facebook. Terá um bocado.

Dia desses, ao ver um “pau de selfie”, lembrei das câmeras de segurança, que ficam sempre posicionadas como um olhar de cima, que tudo veem e ainda tentam ser amigáveis ao dizer “sorria, você está sendo filmado”. Pense bem, quando entramos em lugares com este tipo de sinalização rapidamente nos damos conta de que existe uma preocupação com a segurança e o controle de determinada situação ou comportamento.

Carregamos nossas próprias câmeras de segurança e sorrimos pra elas para que nossa “rede” saiba o que estamos fazendo, onde estamos, o que estamos comendo, com quem estamos ou para onde vamos. Ou seja, para mostrar o quanto estamos bem ou que “tudo está sob controle”.

O quanto realmente estamos atentos a isso? O quanto este BBB da nossa intimidade é saudável pra gente e para os outros?

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Este texto propõe uma reflexão sobre estas manifestações que são, em alguma medida, a exposição da intimidade e uma relação “público/plateia”. Além disso, vamos trazer algumas relações com a história da fotografia e outros aspectos técnicos, que são responsáveis pela atribuição de sentido ao lermos uma imagem.

Pois bem, uma das coisas que chamam bastante atenção é o quanto a fotografia, utilizada para registrar infinitas selfies, abandona o discurso “como eu vejo o mundo” ou “o que estou vendo no mundo” para: “como eu quero que o mundo me veja”. Este simples ato de virar a câmera pra si diz muito – e talvez não tenhamos nos dado conta deste gesto bastante sintomático de nossa época. Será que a maneira como estamos vendo o mundo hoje não passa de uma perspectiva narcísica?

Existe na linguagem fotográfica uma questão relacionada à perspectiva de câmera, a quando se quer trazer ares de superioridade, inferioridade ou mesmo simetria no registro. Na verdade, não é algo exclusivo à fotografia, mas historicamente a forma como queremos representar pessoas, objetos e todo tipo de coisas que nos são relevantes em determinada época está relacionada à altura entre quem observa e o que é observado. Por exemplo:

Estátuas de líderes políticos geralmente estão sobre lugares altos, para que, quando olharmos, possamos sentir a superioridade ou grandeza daquele personagem. As imagens em igrejas e altares, suas pinturas no teto, remetem ao mundo superior.

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Repare no cinema, ou mesmo na pintura, como a perspectiva do personagem em cena está diretamente atribuída à atmosfera buscada. Isto não é uma máxima, porém é algo bastante utilizado no retrato, vindo do próprio ato de representar-se – seja na pintura, na escultura ou no audiovisual.

A estátua do poeta Mário Quintana no centro da cidade de Porto Alegre está cravada diretamente na Rua da Praia, não por acaso. Quintana era um poeta da cidade, falava com as pessoas, transitava entre elas e por isso está ali, na altura daqueles que passam pela rua dos Andradas.

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No autorretrato de Munch,  também não é casual que ele se pinte propondo ao espectador uma visão de baixo, com ares de mistério e imposição. Já em sua obra “O Grito”, aquele que vê é quem oprime, numa relação de cima pra baixo, superiorizado com o personagem da pintura.

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Bem, o “pau de selfie“, na maioria das suas demonstrações de uso, vem de cima, como uma câmera de segurança, a visão satelital do outro. Observamos estas imagens em diversas “salas de segurança” que são nossos celulares, tablets e computadores com total privacidade. Ali consta a data, local, horário e quem eram as  respectivas pessoas que acompanharam aquele momento.

Compramos cegamente a cultura de uma sociedade de controle através da imagem. Além disso, podemos ver um potencial enorme da sociedade para a atuação em frente às câmeras. Criamos a nossa própria plateia, de certa forma precisamos dela. Precisamos do like para que sintamos a sensação de que tem alguém perto, prestando atenção em nós, nos fazendo elogios, para dar justamente “segurança”.

selfie deixou de ser um autorretrato, distanciando-se do papel histórico da autorrepresentação na fotografia: percebemos o quanto antes questionava-se a sociedade, ao invés de simplesmente fortalecer a visão umbilical como nos dias de hoje.

Cindy Sherman , em sua fantástica obra camaleônica,  reflete justamente sobre esta “necessidade” que temos em assumir uma quantidade quase infinita de personagens em nossas vidas.

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Vivian Maier é protagonista de uma das histórias mais misteriosas da fotografia. Poderíamos dizer que ela era fotógrafa e se disfarçava de babá. No pouco que se sabe sobre esta recente descoberta da fotografia, ela parecia ser uma pessoa bastante reservada. Suas selfies trazem um embate com sua posição e condição social de invisibilidade.
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Nan Goldin em “The Ballad of Sexual Dependency” expõe sua inimidade, num auto retrato contundente, denunciando a agressão de seu ex companheiro.

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Juan Pablo Echeverri, artista colombiano, traz em suas diversas séries, todas explorando o autoretrato, uma discussão sobre identidade, gênero e as transformações que sofremos durante a vida:

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A tecnologia é fantástica, as possibilidades da fotografia digital e da acessibilidade a estes recursos também – mas a maneira como estamos nos apropriando de tudo carece de mais reflexão no gesto.

Estamos trocando nossa intimidade, nosso silêncio por espelhinhos, luzinhas, botões e likes, por quê?

David Kopenawa, liderança e filósofo  Yanomami, compartilha um pouco de sua reflexão sobre nós, “seres humanos da cidade”. Ele diz a seguinte frase: “O homem branco dorme muito, mas só sabe sonhar com ele mesmo”. As palavras de Kopenawa são bastante contundentes para mim e tratam da nossa geração. Desta incapacidade tremenda de olhar para além do espelho e conviver realmente com a diferença ou mesmo de perceber mais profundamente “em que ponto estamos”. A selfie é um sintoma de um mundo que parece querer falar apenas de si, que não olha pro seu entorno e por isso também tem poucas considerações pra fazer sobre ele.

Finalizo o post, com um selfie, óbvio.

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Danilo Christidis - Sócio-Diretor da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida

 

 

Fórum Internacional de Livros sobre Fotografia | FestFoto 2015

Fórum Internacional de Livros Sofre Fotografia

A sexta-feira do FestFoto 2015 (15 de Maio) é reservada para a discussão editorial com o Fórum Internacional de Livros sobre Fotografia, que acontece no MARGS (Praça da Alfândega – Centro).

Confira as atividades:

18h – 19h – Fotolivro e Livro de Artista
José Diniz (RJ)
Letícia Lampert (RJ)
Lançamento do BEIRA – Coletivo Editorial
Mediador: Leo Caobelli (Coletivo Garapa)

19h15 – 20h30 – Editoras e Projetos de Instituições
Luis Delgado (São Francisco) – Editora Malulu (Via Skype)
Diego Vidart – Projeto CMIK – CDF de Montevideo (Uruguai)
Iatã Cannabrava – Livraria Madalena
Mediador – Carlos Carvalho (FestFoto)

20h30 – Lançamento de livros e noite de autógrafos coletiva
Ana Lira – Voto!
Cristiano Sant’Anna – Arquipélago
José Diniz – Periscópio
Iatã Cannabrava – Pagode Russo
Fernanda Chemale – Desordem
Guilherme Gerais – Intergalático
Coletivo Beira – Tadeu Vilani

Distribuição dos livros vencedores do prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia:
SAL – Ricardo Hantzschel
Travessia – Guilherme Maranhão
Entre Lugares – André Hauck e Camila Otto
Lagoa da Confusão – Trëma
Sobremarinhos – Gilvan Barreto
Exílio – Daniela Paoliello

Confira também a programação completa do FestFoto 2015 aqui.

Workshops do FestFoto 2015

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Os Workshops do FestFoto 2015 são resultado de outra grande parceria do festival com Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, sede das atividades. São quatro workshops que propõem reflexões muito interessantes e colocam os participantes em contato com grandes nomes da fotografia contemporânea.

Confira a Agenda de Workshops do FestFoto 2015 e programa-se! Faça sua inscrição aqui.

Workshop “Edital, prêmio, bolsa de produção, lei de incentivo ou financiamento coletivo: como viabilizar a produção e disponibilização de um projeto fotográfico”
Por Coletivo Garapa

Como funciona o processo de inscrição de um projeto fotográfico em leis de incentivo e editais? Como pensar um projeto para uma convocatória de bolsa de produção? Quais características principais para o sucesso de uma campanha de financiamento coletivo?

Mais do que apresentar fórmulas mágicas, este workshop pretende partir dos projetos realizados pelo coletivo Garapa em diferentes formas de viabilização afim de apontar um norte para os projetos pessoais dos participantes inscritos.

Além de ter acesso aos projetos originais inscritos como “Postais para Charles Lynch” (premiado com a 2º Bolsa ZUM de desenvolvimento de projetos fotográficos), “Mapeando Prestes” (vencedor do XII prêmio Funarte Marc Ferrez), “Morar” (vencedor do Prêmio Diário Contemporâneo e financiado por campanha coletiva no Catarse.me), entre outros, os participantes terão a oportunidade de apresentarem seus trabalhos, portfólio e projetos, com o objetivo de pensar como adaptá-los aos mecanismos de fomento existentes .

Workshop “Edital, prêmio, bolsa de produção, lei de incentivo ou financiamento coletivo: como viabilizar a produção e disponibilização de um projeto fotográfico”

Dias 12 e 13 de Maio – das 13h30 às 17h30

Carga horária: 8 horas
Valor: R$ 300,00
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Vagas: 15

Faça sua inscrição aqui.

Workshop Anatomia de um Ensaio
Por Eder Chiodetto

O curador e editor Eder Chiodetto fará uma abordagem pormenorizada, a partir de suas pesquisas sobre a criação conceitual e estética, edição e finalização de ensaios e séries fotográficas, ilustrando os tópicos com projeção de imagens e livros de diversos fotógrafos nacionais e estrangeiros.

Informações sobre o Workshop::

– Abordagem preliminar sobre processos curatoriais: o recorte de um acervo; adequação do trabalho ao espaço expositivo; o pensamento museográfico; a confecção de um catálogo/folder, etc.
– Mostra e discussão dos trabalhos selecionados para alguns projetos curatoriais realizado pelo palestrante.
– Leitura aberta de portfólios dos participantes do workshop. Cada participante pode trazer no máximo dois ensaios com até 25 fotografias cada.

Workshop Anatomia de um Ensaio

Dias 14 e 15 de Maio – das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30

Carga horária: 12 horas
Valor: R$ 350,00
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Vagas: 16
Faça sua inscrição aqui.

Workshop A fotografia que se desdobra na literatura
Por Lívia Aquino

Leitura de contos e romances atravessados pela fotografia como forma de pensar sua presença no cotidiano.
O workshop discute as noções de tempo, memória, identidade e documento, passando por escritores como Julio Cortázar, Italo Calvino, Luigi Pirandello, Mia Couto, Paul Auster, Orhan Pamuk, Milton Hatoum e Roberto Bolaño. Os participantes serão convidados a colocar esses autores em diálogo com suas próprias vivências e arquivos de imagens.

Workshop A fotografia que se desdobra na literatura

Dias 14 e 15 de Maio – das 9h30 às 12h30

Carga horária: 6 horas
Valor: R$ 300,00
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Vagas: 12

Faça sua inscrição aqui.

Workshop Leitura de Projetos
por Ronaldo Entler

Um trabalho fotográfico já não se constitui apenas de um conjunto de imagens bem sucedidas. Como toda produção artística contemporânea, ele se constrói dentro de um processo de pesquisa que envolve planejamento, diálogos com obras de outros pensadores e artistas, justificativas dos materiais e formatos propostos, capacidade de conceituar os resultados buscados, entre outros. Num ambiente em que cada vez mais a reflexão sobre o trabalho é parte da própria experiência artística, o projeto ajuda a construir o sentido da obra, articulando um uso poético da linguagem verbal em consonância com as linguagens plásticas utilizadas.

Este workshop propõe uma rodada de leituras e discussões em grupo sobre os projetos desenvolvidos pelos participantes, acompanhados de esboços, testes ou outros exercícios próprios à pesquisa artística, sem a exigência de imagens ou edições definitivas.

Obs. Para inscrição, os interessados devem enviar um pequeno texto na forma de projeto ou proposta de desenvolvimento de um trabalho artístico que dialogue com a técnica, a linguagem, a história ou as teorias da fotografia. Se for o caso, o projeto pode conter um conjunto de imagens já produzidas. O arquivo deve ter no máximo 6 páginas e deve ser enviado em formato PDF ou DOC até o dia 10/05 para o e-mail: entler@gmail.com.

Workshop Leitura de Projetos

Dia 15 de Maio – das 9h30 às 13h30

Carga horária: 4 horas
Valor: R$ 250,00
Vagas: 6
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)

Faça sua inscrição aqui.

Workshop Iatã Cannabrava: Narrativas Visuais, uma introdução ao universo do fotolivro
Por Iatã Cannabrava

A obra é a extensão de seu autor, e o fotolivro é uma de suas melhores traduções. É a materialização de um pensamento em imagens, em formas, em palavras. A intenção do autor se expressa em cada página, que finalmente se converte na essência do artista. Este workshop é dirigido especialmente à edição de fotolivros e àqueles que querem adentrar no universo da edição.
Entre os temas abordados estão a fotografia e suas narrativas, ensaios fotográficos, o fotógrafo como autor e a obra impressa.
Iatã Cannabrava foi membro do conselho curatorial do projeto do livro Fotolivros latino-americanos (Cosac Naify, 2011), edição que reúne os 125 livros mais importantes de fotografia da América Latina.

Workshop Iatã Cannabrava: Narrativas Visuais, uma introdução ao universo do fotolivro

Dias 16 e 17 de Maio – Sábado e Domingo

Sábado – das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30 / Domingo – das 10h às 13h
Carga horária: 9 horas
Valor: R$ 350,00
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Vagas: 12

Faça sua inscrição aqui.

Confira também a programação completa do FestFotoPoA 2015 aqui.

8º FestFotoPoA: Programação 2015

Programação FestFotoPoA por Escola Fluxo

A fotografia nunca esteve tão presente no cotidiano dos povos em todo o mundo. Circula entre fronteiras geográficas com leveza e velocidade. Habita uma infinidade de aparelhos. Trafega no ambiente saudavelmente promíscuo das nuvens de informação compostas de um único substrato binário para onde tudo converge.

Nesse momento torna-se importante dialogar com os indivíduos e grupos que observam os limites sem limitar-se, que entendem os desejos das linguagens. Que fazem uma fotografia que se comporta como cinema, uma literatura que escreve fotografia, um cinema que se monta por literatura, fotografias que contam histórias nos livros, retratos falados e paisagens pintadas com sons.

Este é o FestFoto 2015. Uma fotografia Tão Longe e tão perto de si mesma. Uma fotografia no limite da fotografia, em trânsito, cruzando fronteiras sem controle aduaneiro de bits.

A oitava edição do festival oferece diversas atividades: mesas de debate, encontro com autores, Fórum Internacional de Livros de Fotografia, leituras de portfólio e workshops.

Confira a programação de atividades da edição 2015:

12 de Maio – Terça-feira

19h – Abertura oficial do 8º FestFotoPoA
Local: MARGS
– Inauguração das Projeções do FestFoto 2015 (Fotograma Livre)
– Fotografia Brasileira Contemporânea
– Diálogos Internacionais
– Projeção de Festivais de Fotografia: Encuentros Abiertos de Buenos Aires – Fotografia Argentina Contemporânea e Festival de Fotografia de Tiradentes

13 de Maio – Quarta-feira

18h30 – 19h30 – Encontros com o Autor
Local: MARGS
Ana Lira (Recife) e Gustavo Diehl (RS)
Mediador: Carlos Carvalho

20h – 21h – Mesa de Debates
Local: MARGS
“Processo, pesquisa e produção em fotografia”
Coletivo Garapa
Coletivo Trëma
Eduardo Veras (RS)
Marco Antonio Filho (RS)
Mediador: Fernando Schmitt

14 de Maio – Quinta-feira

9h30 – 12h30 – Leituras de Portfólio
Local: MARGS
As Leituras de Portfólio do 8º FestFoto acontecem de 14 a 16 de maio, com sessões das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30. Confira os Leitores de Portfólio da oitava edição (http://festfoto.art.br/2015/?page_id=159).

14h30 – 17h30 – Leituras de Portfólio
Local: MARGS

18h30 – 19h30 – Mesa de Debates
Local: MARGS
“Pensamento e Crítica: Interfaces na Fotografia Brasileira Contemporânea”
Lívia Aquino e Ronaldo Entler
Mediador – Fernando Schmitt

20h – 21h – Mesa de Debates
Local: MARGS
“O território da curadoria na fotografia contemporânea”
Francisco Mata Rosas – Museo Cuatro Caminos – México
Eder Chiodetto – Museu de Arte Moderna/SP
Mediador: Carlos Carvalho

15 de Maio – Sexta-feira

9h30 – 12h30 – Leituras de Portfólio
Local: MARGS

14h30 – 17h30 – Leituras de Portfólio
Local: MARGS

18h -19h – Fórum Internacional de Livros de Fotografia
Local: MARGS
“Fotolivro e Livro de Artista”
José Diniz (RJ)
Letícia Lampert (RJ)
Lançamento do BEIRA – Coletivo Editorial
Mediador: Leo Caobelli (Coletivo Garapa)

19h15 – 20h30 – Fórum Internacional de Livros de Fotografia
Local: MARGS
“Editoras e Projetos de Instituições”
Luis Delgado (São Francisco) – Editora Malulu (Via Skype)
Diego Vidart – Projeto CMIK – CDF de Montevideo (Uruguai)
Iatã Cannabrava – Livraria Madalena
Mediador – Carlos Carvalho (FestFoto)

20h30 – Lançamento de livros e noite de autógrafos coletiva
Local: MARGS
Ana Lira – Voto!
Cristiano Sant’Anna – Arquipélago
José Diniz – Periscópio
Iatã Cannabrava – Pagode Russo
Fernanda Chemale – Desordem

Distribuição dos livros vencedores do prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia
SAL – Ricardo Hantzschel
Travessia – Guilherme Maranhão
Entre Lugares – André Hauck e Camila Otto
Lagoa da Confusão – Trëma
Sobremarinhos – Gilvan Barreto
Exílio – Daniela Paoliello

16 de Maio – Sábado

9h30 – 12h30 – Leituras de Portfólio
Local: MARGS

14h30 – 17h30 – Leituras de Portfólio
Local: MARGS

14h30 – 15h30 – Palestra “Fotografia Portuguesa Contemporânea”
Local: MARGS
Angela Ferreira

16h – 17h – Encontros com o Autor
Local: MARGS
James Estrin – Editor do Blog Lens/NYT
Mediador: Carlos Carvalho

17h30 – 18h30 – Palestra “A Fotografia no Mercado de Arte”
Local: MARGS
Wendy Watriss – FotoFest/Houston
Mediador: Carlos Carvalho

19h – 20h30 – Encontros com o Autor
Local: MARGS
Pedro Meyer (México)
Mediador: Fernando Schmitt

Confira também a Agenda de Workshops do FestFoto 2015 e programa-se! Faça sua inscrição aqui.

Workshop “Edital, prêmio, bolsa de produção, lei de incentivo ou financiamento coletivo: como viabilizar a produção e disponibilização de um projeto fotográfico”
Por Coletivo Garapa

Como funciona o processo de inscrição de um projeto fotográfico em leis de incentivo e editais? Como pensar um projeto para uma convocatória de bolsa de produção? Quais características principais para o sucesso de uma campanha de financiamento coletivo?

Mais do que apresentar fórmulas mágicas, o workshop “Edital, bolsa de produção, lei de incentivo ou financiamento coletivo: como viabilizar a produção e disponibilização de um projeto fotográfico” pretende partir dos projetos realizados pelo coletivo Garapa em diferentes formas de viabilização afim de apontar um norte para os projetos pessoais dos participantes inscritos.

Além de ter acesso aos projetos originais inscritos como “Postais para Charles Lynch” (premiado com a 2º Bolsa ZUM de desenvolvimento de projetos fotográficos), “Mapeando Prestes” (vencedor do XII prêmio Funarte Marc Ferrez), “Morar” (vencedor do Prêmio Diário Contemporâneo e financiado por campanha coletiva no Catarse.me), entre outros, os participantes terão a oportunidade de apresentarem seus trabalhos, portfólio e projetos, com o objetivo de pensar como adaptá-los aos mecanismos de fomento existentes .

Workshop “Edital, prêmio, bolsa de produção, lei de incentivo ou financiamento coletivo: como viabilizar a produção e disponibilização de um projeto fotográfico”

Dias 12 e 13 de Maio – das 13h30 às 17h30

Carga horária: 8 horas
Valor: R$ 300,00
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Vagas: 15

Faça sua inscrição aqui.

Workshop Anatomia de um Ensaio
Por Eder Chiodetto

O curador e editor Eder Chiodetto fará uma abordagem pormenorizada, a partir de suas pesquisas, sobre a criação conceitual e estética, edição e finalização de ensaios e séries fotográficas, ilustrando os tópicos com projeção de imagens e livros de diversos fotógrafos nacionais e estrangeiros.
– Abordagem preliminar sobre processos curatoriais: o recorte de um acervo; adequação do trabalho ao espaço expositivo; o pensamento museográfico; a confecção de um catálogo/folder, etc.
– Mostra e discussão dos trabalhos selecionados para alguns projetos curatoriais realizado pelo palestrante.
– Leitura aberta de portfólios dos participantes do workshop. Cada participante pode trazer no máximo dois ensaios com até 25 fotografias cada.

Workshop Anatomia de um Ensaio

Dias 14 e 15 de Maio – das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30

Carga horária: 12 horas
Valor: R$ 350,00
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Vagas: 16
Faça sua inscrição aqui.

Workshop A fotografia que se desdobra na literatura
Por Lívia Aquino

Leitura de contos e romances atravessados pela fotografia como forma de pensar sua presença no cotidiano.
O workshop discute as noções de tempo, memória, identidade e documento, passando por escritores como Julio Cortázar, Italo Calvino, Luigi Pirandello, Mia Couto, Paul Auster, Orhan Pamuk, Milton Hatoum e Roberto Bolaño. Os participantes serão convidados a colocar esses autores em diálogo com suas próprias vivências e arquivos de imagens.

Workshop A fotografia que se desdobra na literatura

Dias 14 e 15 de Maio – das 9h30 às 12h30

Carga horária: 6 horas
Valor: R$ 300,00
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Vagas: 12
Faça sua inscrição aqui.

Workshop Leitura de Projetos
por Ronaldo Entler

Um trabalho fotográfico já não se constitui apenas de um conjunto de imagens bem sucedidas. Como toda produção artística contemporânea, ele se constrói dentro de um processo de pesquisa que envolve planejamento, diálogos com obras de outros pensadores e artistas, justificativas dos materiais e formatos propostos, capacidade de conceituar os resultados buscados. Num ambiente em que cada vez mais a reflexão sobre o trabalho é parte da própria experiência artística, o projeto ajuda a construir o sentido da obra, articulando um uso poético da linguagem verbal em consonância com as linguagens plásticas utilizadas.

Este workshop propõe uma rodada de leituras e discussões em grupo de projetos desenvolvidos pelos participantes, acompanhados de esboços, testes ou outros exercícios próprios à pesquisa artística, sem a exigência de imagens ou edições definitivas.

Obs. Para inscrição, os interessados devem enviar um pequeno texto na forma de projeto ou proposta de desenvolvimento de um trabalho artístico que dialogue com a técnica, a linguagem, a história ou as teorias da fotografia. Se for o caso, o projeto pode conter um conjunto de imagens já produzidas. O arquivo deve ter no máximo 6 páginas e deve ser enviado em formato PDF ou DOC até o dia 10/05 para o e-mail: entler@gmail.com.

Workshop Leitura de Projetos

Dia 15 de Maio – das 9h30 às 13h30

Carga horária: 4 horas
Valor: R$ 250,00
Vagas: 6
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Faça sua inscrição aqui.

Workshop Iatã Cannabrava: Narrativas Visuais, uma introdução ao universo do fotolivro
Por Iatã Cannabrava

A obra é a extensão de seu autor, e o fotolivro é uma de suas melhores traduções. É a materialização de um pensamento em imagens, em formas, em palavras. A intenção do autor se expressa em cada página, que finalmente se converte na essência do artista. Este workshop é dirigido especialmente à edição de fotolivros e àqueles que querem adentrar no universo da edição.
Entre os temas abordados estão a fotografia e suas narrativas, ensaios fotográficos, o fotógrafo como autor e a obra impressa.
Iatã Cannabrava foi membro do conselho curatorial do projeto do livro Fotolivros latino-americanos (Cosac Naify, 2011), edição que reúne os 125 livros mais importantes de fotografia da América Latina.

Workshop Iatã Cannabrava: Narrativas Visuais, uma introdução ao universo do fotolivro

Dias 16 e 17 de Maio – Sábado e Domingo
Sábado – das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30 / Domingo – das 10h às 13h

Carga horária: 9 horas
Valor: R$ 350,00
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bairro Bom Fim)
Vagas: 12
Faça sua inscrição aqui.

Mais informações no site do evento.

Brand Storytelling: A potência da construção narrativa – Parte 2

Boas histórias podem sempre se expandir para diversas mídias e formatos, alcançando públicos mais amplos e fiéis a longo prazo, como falamos na primeira parte desse post.

Por todos esses motivos, diversas empresas vêm apostando no storytelling – muitas vezes com extensões multiplataforma – como a principal estratégia para o fortalecimento de suas marcas, através da transmissão dos seus ideais e da criação de laços duradouros com os consumidores.

Conheça algumas delas:

Brasileiras

Eisenbahn (SC)

A multipremiada marca de cerveja de Blumenau já conquistou um respeitável espaço no cenário cervejeiro do Brasil por sua notória qualidade. Mas isso não impede o pessoal da Eisenbahn de apresentar seus consumidores compartilhando seu amor pela cerveja e conhecimento valioso.

Além de sessões no site oficial que abordam universo cervejeiro – como a história da cerveja, a Lei Alemã de Pureza, os tipos de copos e processos de produção – a empresa criou em 2013 uma web-série mostrando o processo de produção de uma cerveja artesanal.

Ao invés de evitar a competição de novos cervejeiros, a marca adota uma estratégia pouco comum e decide ensinar a quem está começando e quer fazer cerveja em casa. A narrativa da série e estratégia da empresa de incentivar seus possíveis competidores/consumidores apenas aumenta seu valor de modo que a apresenta como uma marca que realmente ama o que faz – nesse caso, cerveja.

Assista a todos os oito episódios aqui.

Destemperados (RS)

Provavelmente a franquia de avaliação gastrônomica mais famosa do sul do País, o Destemperados foi criado em 2007 e só expandiu desde então, unindo-se ao jornal Zero-Hora em 2014 e fortalecendo seu caráter multiplataforma.

A ideia é simples, mas eficiente: um guia gastrônomico alimentado por um coletivo de pessoas como eu e você que simplesmente amam comer e beber. Hoje contando com mais de 100 avaliadores, a franquia faz questão de manter-se fiel aos seus ideais, através dos 10 mandamentos que podem ser encontrados no site .

Com o objetivo de crescer e levar sua mensagem adiante, o Destemperados atualmente é formado pelo website oficial (e precursor da franquia), o caderno semanal Gastrô da Zero-Hora, Guias Pockets para diferentes regiões do País, o website instafood.com.br, o Destemperadinhos, diversos eventos gastrônomicos, um food-truck próprio, um aplicativo para smart-phones, o programa de rádio Food+Music na Itapema e ainda, por cursos voltados para a área da gastronomia.

Farm (RJ)

Hoje mais um estilo de vida do que uma marca de roupa feminina, a Farm cresceu e muito nos seus 15 anos de história. A marca já consagrada fez sua história com estampas e cores marcantes e uma interpretação revolucionária da garota carioca. Servindo de exemplo para os negócios de moda (e por que não de outros setores também?) a Farm soube inovar em diversos momentos para fortificar seu conceito utilizando storytelling.

A Websérie “Até o pôr do sol” traz as meninas do Longboard Girls Crew para conhecer o Rio de Janeiro. Juntas, elas desvendam os melhores picos, as melhores ondas, as melhores vistas e todos os encantos do Rio, até o sol se pôr.

Em 2014, a Farm lançou uma nova web-serie, chamada “Rio de Bike”.

Não para por aí. A marca ainda segue lançando vídeos em seu canal do Youtube (hoje com mais de meio milhão de views), organiza eventos, compartilha playlists musicais e até monta anualmente uma Casa de Verão em Ipanema, cheia de eventos bacanas para as garotas cariocas de nascimento ou de espírito.

Estrangeiras

Já deu pra ver que tem muita coisa bacana acontecendo no nosso país no uso de storytelling por empresas.

Porém, ainda podemos notar algumas limitações de formatos narrativos. Na maioria dos casos, os projetos nacionais são documentais e estão claramente ligados à marca. E isso pode funcionar muito bem. Mas também é importante analisarmos tendências criativas de marcas estrangeiras que apontam novas direções a serem descobertas pelo mercado nacional.

Chipotle Mexican Grill (Estados Unidos)

“The Scarecrow” é uma história de animação multiplataforma sobre um espantalho que luta por um mundo com refeições mais saudáveis para todos. A franquia foi criada pela Chipotle Mexican Grill, uma empresa americana de fast-food texmex que acredita em comidas saúdaveis, produzidas de maneira ecológica.

A animação criada para a web apresenta o fator humano por trás da empresa: é possível existir um fast-food saudável e que não destrua o meio-ambiente. Além do filme, um game para smartphones transformou consumidores em jogadores, convidados a participar da causa ao controlar o personagem do espantalho e impedir que a indústria das fast-foods destruam nosso mundo.

O jogo para iPhone pode ser baixado aqui.

Ou descubra mais sobre o projeto no site oficial.

FreePeople (Estados Unidos)

Freepeople é uma marca de moda feminina que apresenta uma mescla das últimas tendências e coleções vintage para mulheres livres, através de roupas, arte, música e viagens. Para mostrar suas novas coleções e representar o espírito livre de seus públicos, a marca criou uma web-série de ficção, com diversas histórias de amor contemporâneo. A narrativa dos vídeos é tão forte que grande parte dos episódios ganhou maior visibilidade ao serem selecionados pela Vimeo Staff Pick.

Assista aos episódios:

Ou confira a página da marca no Vimeo.

Education First (Suíça)

Education First transformou seus serviços (programas de intercâmbio para jovens) em vídeos de jovens-adultos descobrindo novas culturas. Com uma edição rápida e um design gráfico admirável, os videos trazem vocabulários iniciais que um intercambista aprende chegando a um país diferente. Dessa forma, os vídeos transmitem a sensação de como é ser um estudante de intercâmbio e, de quebra, aquela vontade de viajar a quem os assistem.

A série foi tão bem sucedida que ganhou um vídeo comemorativo – quatro anos após a primeira coleção de vídeos – desta vez para os 50 anos da empresa:

Outros episódios aqui:

Ou na página de Youtube da EF.

Ainda existe a possibilidade da manifestação da marca não como empresa, mas como algo que marca um espaço ou público. Nesse caso, a experiência narrativa é tão intrinsecamente ligada à marca, que seus públicos acabam sendo os próprios protagonistas/disseminadores de suas histórias. Os consumidores saem do papel de meros receptores de determinado produto ou serviço e tornam-se executores, propagadores (e por que não também narradores?) dos valores da marca.

Festa Cadê Tereza (RS)

A festa Cadê Tereza que acontece em Porto Alegre não existiria sem seus frequentadores e sua íntima indentificação com a identidade da marca.

Os eventos não tem lugar fixo e acontecem em vários locais da cidade, geralmente fora do circuito noturno mais badalado, como quadras de escola de samba. Com um repertório eclético de música popular brasileira, a irreverência e a proposta de integração com espaços urbanos considerados não nobres conquistou um público fiel que lota edição após edição da festa.

Assim nasce não só um evento conciso, mas uma tribo tão estabelecida – com ideias, código de vestimenta e interesses claros – que acabam emprestando sua voz para contar as histórias no lugar da própria marca. Atualmente, a festa acaba até por dispensar o uso das plataformas como website, fanpage e outras mídias sociais em sua comunicação, sobrevivendo apenas da criação de eventos no Facebook – criados pelos organizadores e amplamente disseminados por seus frequentadores.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=353618531510742&set=a.353616014844327.1073741859.100005877942314&type=3&theater

A próxima edição da festa acontece esse sábado (25/04). Veja o evento aqui.

Prefeitura de Curitiba (PR)

Com uma incrível interação através das redes sociais, a Prefeitura de Curitiba (ou “Prefs” como a própria se intitula em seus perfis) conquistou uma empatia e engajamento nunca antes vistos entre perfis de órgãos públicos.

A criação de uma persona atual, com informações e referências pertinentes – além de um senso de humor ímpar entre páginas governamentais – propiciou que informações antes consideradas chatas e desinteressantes se transformassem em um conteúdo atrativo, interativo e de grande potencial de compartilhamento entre os fãs da marca.

A identificação e simpatia do público foi tão grande que a demografia da página não compreende apenas usuários do estado do Paraná, mas de todo o Brasil. Criou-se ali uma comunidade. Um conteúdo essencialmente regional, geralmente rígido e protocolar, acaba dissiminando-se nacionalmente através do compartilhamento das histórias e, nesse caso, da própria identidade da cidade de Curitiba.

Siga a página aqui.

O Storytelling transgride os limites de um formato de divulgação, de um canal. Pode subverter a ordem de disseminação de um conteúdo. Quando escutamos uma boa história, a possibilidade de desejarmos passá-la adiante é enorme. E assim os valores de uma marca vão sendo transmitidos de forma única através de seus próprios consumidores.

Afinal, quem não gosta de uma boa história?

Conheça o novo curso da Escola Fluxo:

Curso Brand Storytelling com o roteirista, produtor e diretor audiovisual Gabriel Motta Ferreira

Palestra Inaugural – 7 de Maio
Quinta, das 19h30 às 21h

Inscrições pelo e-mail: conteudo@escolafluxo.com.br

Turma Noite – 18 a 27 de Maio
Segundas e Quartas, das 19h30 às 22h30

Turma Sábados – 13 a 20 de Junho
Das 10h às 13h e das 14h30 às 17h30

Inscrições pelo e-mail: contato@escolafluxo.com.br

Brand Storytelling: A potência da construção narrativa – Parte 1

Brand Storytelling @ Escola Fluxo

Enquanto aguardava o Seu Nicolau Salvador Teixeira – taxista de um Corsinha e membro do EasyTaxi desde Outubro de 2013 – Mariana se desdobrava entre a DR com o ex no Whatsapp, os novos likes do Instagram e a página do FB de um novo restaurante vegano perto de sua casa.

Admita, somos todos Marianas. De uns tempos pra cá, não é nada raro descobrirmos algo novo que mudará drasticamente o nosso dia a dia. São inovações tecnológicas que vêm transformando as formas como nos locomovemos, alimentamos, vestimos, flertamos, trabalhamos e até sentimos. E de todos os setores econômicos que se transformam diariamente com essas inovações, talvez o que mais afete nosso singular modo contemporâneo de ser seja o da comunicação.

fonte: http://data.hdwallpapers.im/high_speed_tunnel.jpg

As coisas andavam tranquilas até a recente e avassaladora chegada da Internet. De uma hora pra outra, ganhamos o poder de filtrar as informações que nos interessam – algo antes inimaginável de ser feito pelas mídias tradicionais. De repente, podemos opinar sobre tudo, “dar o nosso parecer” a quem estiver atento e até criar nosso próprio conteúdo. Sim, os canais de comunicação originados da Internet nos encheram de possibilidades para alcançarmos o outro (que também está conectado) onde quer que ele esteja. Naturalmente, as transformações das formas como nos comunicamos têm influenciado – e muito – outros setores econômicos.

Se antes somente os gigantes mundiais podiam ser ouvidos e vistos, esse tempo certamente passou. Hoje em dia, pequenos empreendedores ganham a possibilidade de competir internacionalmente, nos mais variados ramos. Basta um certo investimento de tempo e energia para se criar um negócio online, divulgá-lo e voilá. Mas será?

Supondo que todos viramos criadores de conteúdo, como fazer com que nossas palavras cheguem aos ouvidos certos? Infelizmente, não é tão simples assim se destacar no meio de tanta informação digital. Se por um lado, todos temos em nossas mãos o poder de criar conteúdo próprio e colocá-lo online, por outro resultou em um oceano de informações perdidas pela web.

Além disso, a facilidade de acesso combinada com a crescente quantidade de alternativas existentes vem criando pessoas extremamente rigorosas e atentas ao que consomem:

Por que pagar caro por uma camiseta de marca local se rola receber uma peça gringa pelo mesmo preço na porta de casa?

Por que ir ao fast-food gordo, de origem duvidosa, se rola comer algo saudável de consciência limpa?

Por que tomar cerveja aguada com tantas novas opções de cervejas especiais?

As oportunidades de se fazer um negócio e de como divulgá-lo com certeza aumentaram, mas junto a elas, a competitividade e os padrões de qualidade também. Cabem às empresas e seus empreendedores reverem os conceitos por trás de produtos (e muitas vezes, os seus produtos também) e, assim, planejar as melhores maneiras de comunicarem esses conceitos a seus públicos-alvos.

Felizmente, já existem casos bacanas de marcas – e de pessoas por trás delas – que perceberam isso. Há um considerável número de empresas que claramente refletiram bastante sobre seu propósito antes de vir ao mundo. Um pessoal que investiu tempo e dinheiro planejando não somente suas vantagens e estratégias comerciais como também seu valor humano: os motivos que farão seus consumidores simpatizarem com a marca e a escolherem dentre tantas outras.

E mais: essa simpatia pode ter o poder de criar uma conexão única com o consumidor. Através do encontro de significados, um elo comum nos conceitos da marca e seus próprios valores. O cliente vê uma nova camada de significados do que é o negócio, podendo realmente escutar o que a marca tem a dizer e compreender o motivo dela existir.

E isso tudo ainda pode não ser suficiente. Além de entender a ideia por trás de um produto, ainda há a necessidade de apresentá-la aos consumidores. Os canais de comunicação, que irão transformar o conceito de uma marca na experiência que a representa para seus públicos, podem (e provavelmente vão) influenciar diretamente no seu sucesso.

Tendo isso em vista, uma alternativa que vem sendo adotada por empreendedores dos mais variados ramos é a comunicação de suas ideias e valores através de histórias. Fundamental desde as pré-históricas rodas de fogueira, o ato de contar histórias (simplificando, ‘storytelling’) possibilita ao espectador entendimentos existenciais impossíveis de serem alcançados, senão através das experiências de outros. Histórias tem o poder de gerar empatia. E isso parece cada vez mais necessário para uma marca.

fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/27/Font-de-Gaume.jpg

Mas nós já não vivemos em cavernas escuras como antigamente. Inovações tecnológicas transformaram nossa maneira de contar histórias, embora os motivos pelo qual fazemos continuam os mesmos dos nossos ancestrais. O ofício evoluiu muito com o passar dos anos através do surgimento de diferentes meios narrativos, como a literatura, a fotografia, o cinema, as artes plásticas e a televisão. E desde a chegada da Internet, os formatos e possibilidades não param de se multiplicar.

Com isso, o cruzamento de mídias e distribuição de narrativas para múltiplas plataformas vêm se tornando mais e mais comum. No mundo do entretenimento, por exemplo, cada vez mais as boas e bem-sucedidas histórias são planejadas para terem continuidade. Séries de televisão se desdobram em diversas temporadas, revistas em quadrinhos viram filmes e vice-versa, web-séries bem sucedidas ganham espaço para continuar na televisão e por aí vai. Com as marcas, não é diferente. Boas histórias podem sempre se expandir para diversas mídias e formatos, alcançando públicos mais amplos e fiéis a longo prazo.

Conheça o novo curso da Escola Fluxo:

Curso Brand Storytelling com o roteirista, produtor e diretor audiovisual Gabriel Motta Ferreira

Palestra Inaugural – 7 de Maio
Quinta, das 19h30 às 21h

Turma Noite – 18 a 27 de Maio
Segundas e Quartas, das 19h30 às 22h30

Turma Sábados – 13 a 20 de Junho
Das 10h às 13h e das 14h30 às 17h30

Inscrições pelo e-mail: contato@escolafluxo.com.br

Avante! – Teoria e Prática em Fotografia Expandida

Você conhece o curso Avante! – Teoria e Prática em Fotografia Expandida?

Mais que uma simples continuação do Curso Básico de Fotografia Expandida, a proposta do curso Avante! é que – após ser introduzido à linguagem fotográfica e dominar seu equipamento – o participante encontre-se como fotógrafo. Ou seja, dentro das inúmeras possibilidades que a fotografia abre, o objetivo é que o aluno descubra sua linguagem e comece a construir o seu próprio caminho.

Construímos uma dinâmica intensa que intercala pesquisa, teoria, prática e análise de material. O curso se concentra no estudo de duas grandes modalidades pictóricas: o retrato e a paisagem. Cada tema passa por uma contextualização histórico-teórica e por apresentação de referências. Parte fundamental para o processo de construção do olhar de um fotógrafo, esse momento teórico possibilita que o aluno conheça a linguagem que está trabalhando, e dessa forma descubra estéticas e abordagens com a qual se identifica.

Juntamente com as aulas teóricas, uma série de exercícios práticos serão propostos ao longo do curso, visando que os alunos experimentem diferentes possibilidades, saindo da zona de conforto e encarando os desafios que a prática fotográfica impõe. Questões técnicas como o uso do flash, iluminação de estúdio e tipos de equipamentos para diferentes situações, por exemplo, serão abordados, assim como questões subjetivas, como a direção de retratado/modelo e relação sensorial com a paisagem.

Os resultados dos exercícios práticos serão analisados pelo professor, juntamente ao grupo, possibilitando assim um acompanhamento individualizado que explore ao máximo os interesses e potencialidades de cada aluno. Confira alguns trabalhos produzidos pelos alunos do curso:

Curso Avante @ Vitória Proença

Foto: Vitória Proença

Curso Avante @ Júlia Roscoe

Foto: Júlia Roscoe

Curso Avante @ Le Huckembeck

Foto: Le Huckembeck

Curso Avante @ Paulo Belotto

Foto: Paulo Belotto

Curso Avante @ Quemuel Cornelius

Foto: Quemuel Cornelius

O curso é ministrado pelo professor, fotógrafo e artista visual Marco A.F, formado em Comunicação Social pela Unisinos. Participa regularmente de exposições no Brasil e na Europa. Recebeu o XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia e recentemente foi um dos vencedores do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

Ficou interessado? Saiba mais sobre o curso aqui.

#NossosProfessores: A arquiteta e lighting designer Marta Felizardo

Marta Felizardo é Arquiteta e Urbanista formada pela UFRGS e M.A. Ligthting Designer pela Hochshule Wismar, Alemanha. Viveu e trabalhou em Berlin entre os anos de 2004 e 2010, período em que fez parte da equipe dos escritórios de iluminação L-Plan Lichtplanung e Studio Dinnebier, colaborando em projetos de iluminação em escalas diversas, em países como Alemanha, Turquia, Emirados Árabes e Estados Unidos.

Paralelamente, prestou consultoria para arquitetos berlinenses, desenvolvendo conceitos e executando projetos de iluminação para espaços comerciais.

Atualmente reside em Porto Alegre, trabalhando a frente do escritório de iluminação Filamento – Luz e Arquitetura, através do qual pretende dar seguimento ao trabalho de consultoria em iluminação, buscando unir sua experiência às possibilidades oferecidas pelo mercado brasileiro. O interesse principal de seu trabalho está em explorar as possibilidades formais que surgem da relação entre luz e espaço a partir de suas forma e função. Tornar a luz parte integrante da arquitetura, compreendendo-a como elemento fundamental na sua percepção e utilização. O escritório foi responsável pelo projeto de iluminação da Casa Lutzenberger e pela iluminação de mostras de arte para o Santander Cultural, Fundação Bienal, entre outros.

Além do trabalho como lightning designer, e como extensão dele, está envolvida com a fotografia, como meio para criação de imagens capazes de revelar a interação entre luz e forma.

É membro ASBAI – Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação e da PLDA – Professional Ligthting Designers Association.

Confira um pouco do seu trabalho:

Casa Lutzenberger

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Projetada nos anso 30 pelo arquiteto Josef Lutzenberger, a casa foi residência da família até o falecimento do ecologista José Lutzemberger, filho do arquiteto, em 2002. Após oito anos fechada, a casa passou por um processo de restauração coordenado pelo arquiteto Flávio Kiefer. O projeto adaptou o prédio para receber a sede administrativa da VIDA, empresa fundada em 1980 pelo ecologista, que atua nas áreas de reciclagem de resíduos industriais, paisagismo e educação ambiental.

Para esse projeto, as premissas foram a criação de uma luz adequada a cada espaço e às atividades neles desenvolvidas, bem como o diálogo com o projeto arquitetônico.

Arthur Bispo do Rosário – A Poesia do Fio

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A exposição de “Arthur Bispo do Rosário – A Poesia do Fio” (2012) expôs mais de 200 obras que recriaram o universo – real e imaginário – do artista, cuja obra foi produzida nos anos em que viveu como interno do Instituto Psiquiátrico Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro.

Funcionando como um fio condutor, a iluminação procurou conectar a obra e espaço, criando uma dimensão única onde os trabalhos seriam expostos.

Agora-Àgora

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Agora-Àgora foi um projeto que aconteceu simultaneamente na internet, propondo um espaço de interação criativa, e no Santander Cultural, em Porto Alegre, com uma mostra de arte contemporânea que reuniu o trabalho de 14 artistas. Uma experiência colaborativa em que ideias e atos fragmentados ganhavam unidade e novos significados.

O projeto luminotécnico teve o desafio de equilibrar diferentes níveis de iluminação, compondo com claros e escuros, a fim de criar uma unidade para o conjunto das obras, ao mesmo tempo que destacá-las individualmente.

Marta também é professora da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida com o Workshop Luz Natural x Luz Artificial e o curso Into The Light – A Luz como Elemento Compositivo. Ficou interessado? Confira as próximas turmas:

Workshop Luz Natural x Luz Artificial
Dia 25 de Maio, Sábado
14h30 às 18h30

Inscrições pelo e-mail: contato@escolafluxo.com.br