Físico e Material – Artistas que misturam Fotografia e Arte

Em seu livro “A Fotografia como Arte Contemporânea”, a escritora e curadora Charlotte Cotton enfatiza importância que a fotografia enquanto categoria imagética tem para a arte contemporânea. A autora acredita que a fotografia artística contemporânea não se sustenta apenas na ideia de autorreferência ou passado histórico.

O pensamento da autora conversa com o conceito de Fotografia Expandida. Denominamos essa produção contemporânea mais arrojada, livre das amarras da fotografia convencional, de fotografia expandida, onde a ênfase está na importância do processo de criação e nos procedimentos utilizados pelo artista.

Em um capítulo de denominado “Físico e Material“, Cotton aborda a maneira como os fotógrafos lidam com o momento atual – marcado por um paralelo de possibilidades técnicas que variam entre o uso da fotografia analógica e digital. Resutante disso, a arte contemporânea tem se apropriado das possibilidades de recontextualizar e mediar imagens dentro deste panorama tecnológico.

Dessa forma, a fotografia analógica funcionaria como uma iniciativa envolvendo escolhas positivas e valorizando a materialidade deste meio de expressão, como uma retomada às raízes da fotografia. Também vale citar a questão da internetcomo meio de encontrar outros públicos e superando todos os limites.

Trabalhos como dos artistas Hagar Vardimon, Amanda Charchian e Laura Mckellar  são uma amostra das provocações que os fotógrafos artísticos contemporâneos têm feito a partir da nossa compreensão física e material que caracterizam a fotografia a analógica. Bem como as infinitas possibilidades expandidas do significado de “tirar uma fotografia” no contexto da imagem digitalizada.

Confira um pouco de seus trabalhos:

Hagar Vardimon

Hagar Vardimon Hagar Vardimon Hagar Vardimon

Amanda Charchian

Amanda Charchian Amanda Charchian Amanda Charchian

Laura McKellar

Laura Mckellar Laura Mckellar Laura Mckellar Laura Mckellar Laura Mckellar

Quem também trabalha com intervenções em suas fotografias é a artista visual e fotógrafa Rochele Zandavalli, professora do curso Hand-Colouring aqui na Fluxo-Escola de Fotografia Expandida.

Recententemente, Rochele lançou seu novo fotolivro, “Todos esses novos adoradores do Sol”, em que explora relações entre efêmero e eterno, natureza e artifício, prazer e consumo, e também deriva de meu interesse no uso da fotografia como elemento constituinte da persona social no momento contemporâneo. O livro, todo em preto e branco, tem intervenções de bordado, pintura e materiais orgânicos, como folhas secas.

DSC_0543 Encadernação Todos esse novos adoradores do Sol 8 Encadernação Todos esse novos adoradores do Sol 5

Curtiu? Veja as novas turmas para o curso Hand-Colouring – Fotografia Colorizada, e aprenda sobre esse processo, que mistura a fotografia analógica com pintura.

#Inspiração: o olhar desviado de Eugène Atget

Apontado por estudiosos como o pai da fotografia moderna, Eugène Atget (1857-1927) influenciou movimentos artísticos como o surrealismo, além de dezenas de fotógrafos como Walker Evans, Lee Friedlander e Henri Cartier-Bresson.

Atget, que passou toda sua vida em Paris, era um homem das ruas: prestava atenção em várias figuras da sociedade até então ignoradas pela fotografia – arte ainda em ascensão, os registros fotográficos eram extremamente luxosos, dessa forma só os mais abastados tinham acesso.

Por 25 anos, seguiu uma rotina de carregar pela cidade sua enorme e pesada câmara, um tripé de madeira e uma caixa de placas fotográficas de 18×24 cm, num total que ultrapassava 15 quilogramas. E com isso acabou por revolucionar a fotografia com seu olhar desviado do ser humano.

Pioneiro da fotografia documental, Atget desprezava a fotografia convencional, especializada em imagens humanas. Inaugurou a fotografia urbana. Libertou os objetos de sua aura, tornando irresistível a necessidade de possuí-los,na imagem ou na sua reprodução. Retratava o vazio, a privacidade em suas fotografias de vistas.

Confira um pouco da obra do artista:

Eugène Atget Eugène Atget Eugène Atget Eugène Atget Eugène Atget Eugène Atget Eugène Atget Eugène Atget

Gostou? Comente o post com o fotógrafo que você gostaria de ver aqui no #Inspiração.

 

19 de Agosto – Dia Mundial da Fotografia

O que inspira você?

19 de Agosto é Dia Mundial de Fotografia. Nós, da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, acreditamos que produzir uma imagem é também produzir um discurso, é querer dizer algo além da captura do instante fugaz armazenado dentro da câmera. Ainda que o ato da fotografia seja um tanto íntimo e solitário, é apenas nossa relação com o mundo que produz e refina nossa habilidade de representação.

Pensando nisso, perguntamos ao nossos professores: Hoje, dia 19 de Agosto, dia Mundial de Fotografia, qual artista você diria que mais influencia seu trabalho como fotógrafo?

Veja quem tem inspirado nossos professores:

 

Amauri FaAmauri-Faustousto

Fotógrafo e professor dos cursos Básico, Laboratório Analógico em P&B, Flash TTL e Workshop Lente Fotográfica

“O trabalho de Josef Koudelka é muito inspirador. Ele  realizou uma das grandes fotorreportagens da história antes de saber o significado da palavra ‘fotojornalismo'”

Koudelka registrou a terrível semana de 68 em Praga – sete dias de protestos que agitaram a então capital da Checoslováquia – quando a cidade foi ocupada pelas forças militares da União Soviética. O fotógrafo teve seu trabalho reconhecido por grandes nomes da famosa agência Magnum Photos, de Robert Capa a Cartier-Bresson, onde seguiu produzindo monografias consideradas verdadeiras obras-primas do século XX.

Josef Koudelka Josef Koudelka Josef Koudelka Josef Koudelka Josef Koudelka

Daniel de los Santos

 

Daniel de los Santos

Fotógrafo e professor do Curso Básico e Oficina Le Portrait

“Estou completamente apaixonado pela obra de Vivian Maier

 

 

Vivian Maier viveu sendo um mistério. A babá que descobriu-se fotógrafa permaneceu uma personalidade fracionada, trancada dentro de si mesma. Ela deixou como legado um dos mais marcantes retratos de Chicago e Nova Iorque. O curioso é que Vivian guardou toda a sua produção para si mesma. E foi apenas em sua velhice (em 2007!), em funções de dificuldades financeiras e um leilão de seus pertences, que sua produção foi descoberta e o valor artístico de seu material reconhecido.

E assim seu grandioso talento foi descoberto: um panorama social urbano dos anos 1950 e 1960, um olhar cheio de empatia sobre crianças e mulheres, a vida de gente simples, a experiência de afro-americanos na cidade, bêbados, vagabundos e centenas de autorretratos.

Vivian Maier Vivian Maier Vivian Maier Vivian Maier Vivian Maier

 

Fil Giuriatti

Felipe Giuriatti

Fotógrafo e professor do curso Lightroom como Laboratório Digital

“Gosto muito da sutileza  do trabalho de Peter Lindbergh. Principalmente em seu livro ’10 Women’. A simplicidade com que ele trata a figura da mulher é algo incrível”

 

Peter Lindbergh é um dos maiores ícones da fotografia de moda contemporânea: por meio de seu trabalho é possível acompanhar a evolução do segmento, estética e comercialmente, além de ser uma verdadeira ode à figura feminina.

O cineasta, dramaturgo e fotógrafo Wim Wenders define seu trabalho “Peter consegue transformar qualquer um através de suas lentes, e finaliza afirmando que a alma de um fotógrafo aparece em suas imagens, e é essa a razão da beleza transcendental de seu trabalho”.

Peter Lindbergh Peter Lindbergh Peter Lindbergh Peter Lindbergh Peter Lindbergh

Gostou das referências? E o que tem inspirado você?

 

 

#7 filmes para se apaixonar pela direção de fotografia

Você sabe exatamente o que é Direção de Fotografia – ou Cinematografia?

O Diretor de Fotografia capta – por meio de sua visão estética, de sua originalidade e da sua interação com a produção em curso – as tonalidades, luminosidades, a energia inerente a cada cenário, além de decidir como serão filmadas ou fotografadas as imagens do filme, bem como a objetiva (lente) utilizada.

Ele utiliza a fotografia, ao lado de outras técnicas físicas, administrativas, interpretativas e de manipulação de imagem para ter um resultado coeso, com o fim máximo de ilustrar da melhor maneira uma narrativa. Em alguns casos, tem também a responsabilidade de examinar e aprovar os locais onde serão feitas as filmagens, trabalhando em conjunto com o diretor artístico (cenários, vestuário, adereços), o continuísta e os técnicos de maquiagem.

Com essa perspectiva, podemos analisar o filme através de quesitos que vão além de seu roteiro, direção e trilha sonora. O diretor de fotografia e professor da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, Bruno Polidoro, indica 7 filmes para assistir e se apaixonar pela Direção de Fotografia.

#1 2001 – Uma odisséia no espaço (1968), dirigido por Stanley Kubrick

Diretor: Stanley Kubrick
Diretor de Fotografia: Geoffrey Unsworth – Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e Stanley Kubrick Productions / USA | UK

Parcialmente inspirado no conto “A Sentinela” de Arthur C. Clarke, “2001 – Uma Odisséia no Espaço” – dirigido por Kubrick – é o épico espacial que se tornou um marco cinematográfico, considerado um dos melhores e mais influentes longas da história.

O filme trata com apuro científico temas como a evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. O pioneirismo e a qualidade dos seus efeitos especiais foram premiados com o Oscar e criaram um novo (e alto) parâmetro para as ficções científicas.

O filme possui o total de 88 minutos sem diálogos. Além da incrível fotografia, é esse um dos motivos pelos quais as imagens do longa são tão icônicas e marcantes.

#2 Asas do desejo (1987), dirigido por Wim Wenders

Direção: Wim Wenders
Direção de Fotografia: Henri Alekan

O filme “Asas do Desejo”, do alemão Wim Wenders, foi premiado em Cannes, e considerado pela crítica internacional um dos melhores da década de 80. Investindo fundamentalmente na liricidade, o filme cria a sua força e beleza na fragmentação de imagens e falas que redundam e confluem para instaurar uma atmosfera encantadora de mistério absoluto.

A trama se passa na Berlim pós-guerra, Damiel e Cassiel são anjos que perabulam pela cidade. Invisíveis aos mortais, eles lêem seus pensamentos e tentam confortar a solidão e a depressão das almas que encontram. Entretanto, um dos anjos, ao se apaixonar por uma trapezista, deseja se tornar um humano e experimentar as dores e alegrias de cada dia.

#3 De olhos bem fechados (1999), dirigido por Stanley Kubrick

Diretor: Stanley Kubrick
Diretor de Fotografia: Larry Smith

Um mundo tenso e dividido entre as fantasias privadas e a realidade da rotina conjugal, entre o mundo brega das decorações natalinas e de pessoas carentes tagarelando incessantemente e o mundo do silêncio e imobilidade de uma poderosa e secreta elite. Esse foi o legado e síntese da visão de mundo de Stanley Kubrick em “De Olhos Bem Fechados”, o mais esperado e controverso filme da década de 1990.

Meticulosamente filmado (a maioria das cenas exigiram inumeráveis takes fazendo o filme entrar no Guinness World Records como a mais longa produção cinematográfica) a adaptação do livro “Dream Story” de Arthur Schnitzler resultou em uma complexa narrativa onde Kubrick compôs cuidadosamente cada plano com vários símbolos, alusões e paradoxos: da “Wonderland” de Lewis Carroll a magia ocultista de Aleister Crowley.

#4 Amor à flor da pele (2000), dirigido por Wong Kar-wai

Diretor: Wong Kar-wai
Diretor de Fotografia: Christopher Doyle e Mark Lee Ping Bin

“Amor À Flor da Pele”, de Wong Kar-wai, disseca belos elementos da famosa história de um amor impossível ao abordar os desencontros de um casal à luz da repressão feminina e das convenções sociais. O cenário é Hong Kong e o ano 1962.

Kar Wai constrói aqui um mundo cheio de sutilezas, movido pelas insinuações – em nenhum momento o contato físico move o filme. Monta uma história universal vinda de um universo tão particular, onde cada gesto, cada olhar, cada movimento fazem parte de uma delicada orquestra movida pelo amor contido de seus protagonistas.

#5 Container (2006), dirigido por Lukas Moodysson

Diretor: Lukas Moodysson
Diretor de Fotografia:Lukas Moodysson

“Container” é mais um dos trabalhos experimentais do diretor Lucas Moodysson. A trama se passa em uma viagem enlouquecedora de uma mulher em um corpo de homem. Um homem em um corpo de mulher. Em imagens granuladas e contrastadas, colagens fotográficas com cenas semidocumentais mostram uma única pessoa representada simultaneamente por um ator e uma atriz. O elemento feminino e masculino compõem o mesmo corpo, se complementam, levam uma existência paralela e lutam para dominá-lo. Aconselho não embarcar nessa idéia.

Os atuais filmes experimentais de Moodysson não seguem nenhum tipo de história. É apenas um conceito para que ele possa fazer seus comentários e críticas. Ele é um socialista, feminista, vegetariano e ao mesmo tempo um católico fervoroso. Um verdadeiro contraste ambulante.

#6 Império dos sonhos (2006), dirigido por David Lynch

Diretor: David Lynch
Diretor de Fotografia: David Lynch

Sempre polêmico, David Lynch nunca gostou de falar sobre as histórias de seus filmes. Oriundo das artes plásticas, para ele, seu trabalho deve ser analisado sem influências. Cada espectador tem o direito de achar o que quiser e tirar suas próprias conclusões. Realmente, procurar uma explicação racional para cada detalhe de “Império dos Sonhos” é diminuir a experiência metafísica que o filme pode proporcionar. A única dica dada por Lynch sobre o filme foi: “é a história de uma mulher com problemas”. Uma frase enigmática para representar mais de 3 horas de projeção em que o roteiro confronta todas as convenções da narrativa clássica.

O filme foi todo registrado em câmera digital, o que lhe proporcionou inúmeras possibilidades. Ele pôde, por exemplo, filmar dezenas de cenas conforme sua vontade, sem os pesados custos. Ao mesmo tempo pode também usar uma penca de efeitos especiais para ilustrar suas idéias. E foi assim pelos mais de dois anos de produção, já que ele e os atores trabalhavam sem um roteiro pronto, fluindo conforme a inspiração que ia aflorando. Depois dessa magnífica experiência, Lynch chegou a declarar que nunca mais iria trabalhar com película.

O fanatismo do cineasta com a nova descoberta digital atrasou o lançamento da produção no resto do mundo. Ele exigia que um projetor digital específico fosse utilizado para que o público pudesse ter a experiência correta com as cores e suas granulações. Lynch conseguiu isso, pois tinha os direitos sobre a distribuição do filme. Mesmo no mercado estadunidense, Lynch manteve suas convicções.

#7 Enter the void (2009), dirigido por Gaspar Noé

Diretor: Gaspar Noé
Diretor de Fotografia: Benoît Debie

Falando de Gaspar Noé não existe meio-termo na sua filmografia, e a prova é mais evidente com a chegada de “Enter The Void”.

O filme reúne todo os ingredientes já usuais da carreira do cineasta, todos encenando um teatro de morte sob o olhar atento da câmera ao estilo primeira pessoa. Gaspar Noé concretiza uma viagem metafisica e explora a inexplorável vida após morte de uma forma pouco atraente, dolorosa, deprimente e também decadente, citando com força o Livro Tibetano dos Mortos e sublinhando conforme a história do seu protagonista, Óscar, um jovem traficante de drogas que vive em Tóquio e fica interessado no conteúdo do dito livro.Ele é morto pela polícia nipónica quando um dos seus clientes o denuncia. A partir daí, como se a alma de Óscar vagiasse àqueles que lhe estão mais próximos, somos apresentados a ocorrências do passado, presente e futuro, demonstrando todo o modelo de pós-morte ditado por Livro Tibetano dos Mortos.

Quer saber mais sobre Direção de Fotografia? Bruno é professor do curso Cinematografia – Jogos de Luzes e Sombras na Direção de Fotografia aqui na Fluxo. Saiba tudo sobre o curso.

#TripFotográfica: Sagrada Família por Amauri Fausto

Mais uma dica de lugar incrível para visitar e clicar na série #TripFotográfica! (Veja aqui o primeiro post).

Nosso destino de hoje é o Templo Expiatório da Sagrada Família, ou simplesmente Sagrada Família, igreja católica da cidade catalã de Barcelona (ESP). Desenhada pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí, o tempo é considerado por muitos críticos como a sua obra-prima e expoente da arquitetura modernista catalã. Vem conhecer através das lentes do fotógrafo e mestre da fotografia analógica em preto e branco, Amauri Fausto.

O projeto da igreja foi iniciado em 1882, em estilo neogótico, mas foi reformulado completamente por Gaudí ao assumí-lo em 1883. Sua proposta para o templo era construí-lo com três grandes fachadas: a Fachada da Natividade, quase terminada com Gaudí ainda em vida, a Fachada da Paixão, iniciada em 1952, e a Fachada da Glória, ainda por completar. A construção foi suspensa em 1936 devido à Guerra Civil Espanhola, e não se estima a conclusão para antes de 2026, centenário da morte de Gaudí. A construção, quando estiver terminada, disporá de 18 torres.

Confira os registros de Amauri:

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

Sagrada Família por Amauri Fausto

#Dicas Turísticas: A forma mais fácil de chegar ao templo é de metrô. Pegue a Linha 2 ou Linha 5 (você pode pegar outras linhas também e fazer baldiação) e desça na estação Sagrada Família. Antes de visitar, consulte horário de funcionamento, ingressos e valores. Confira todas as informações no site.

#Equipamento: Na fotografia analógica, além da escolha da objetiva, que influencia diretamente no resultado estético obtido, o filme utilizado faz toda a diferença. Amauri fotografou com uma Leica e utilizou o filme Ilford Hp5, além da lente normal (50mm) para essas fotos..

#Dica do Amauri: Explore a fotografia analógica! Fotografar com filme desacelera o processo o e força o fotógrafo a pensar mais antes de realizar o clic.

Curtiu? Qual será nosso próximo destino? Fique ligado no próximo #TripFotógrafica e descubra.

Amauri Fausto é professor do curso Laboratório Analógico Preto e Branco aqui na Fluxo. Saiba mais sobre o curso aqui.

Lançamento do Livro “Os Guarani Mbyá”, de Vherá Poty e Danilo Christidis

O povo Guarani, provavelmente de origem amazônica, há mais de 3 mil anos representa uma das maiores populações indígenas no Brasil, com cerca de 60.000 pessoas. Aproximadamente 5% de seus integrantes vivem no Rio Grande do Sul, distribuídos em cerca de 80 aldeias. Destas, 15 foram visitadas pelo fotógrafo Mbya e Cacique da Aldeia de Itapuã, Vherá Poty, e o fotógrafo, professor e diretor da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, Danilo Christidis, durante o período de 7 anos.

Em 2008, Danilo Christidis começou a visitar Vherá Poty em sua aldeia a fim de ensiná-lo a fotografar. Christidis, que além de fotógrafo também é professor aqui na Escola Fluxo, teve em Poty seu primeiro aluno. Não demorou muito para que os papeis se invertessem: Poty se mostrou um fotógrafo muito talentoso e passou a ensinar Danilo a como perceber sua comunidade, sua cultura, costumes e formas de pensar e agir no mundo. “Vamos te receber como uma criança, que precisa ser ensinada a perceber o mundo como nós percebemos. Existem muitas coisas invisíveis pra ti, aos poucos elas se tornarão visíveis”, certa vez disse o cacique.

E assim, juntos iniciaram uma jornada fotográfica que agora origina um livro de fotografias, que será lançado dia 17 de Agosto, no Museu da UFRGS, juntamente à uma grande exposição das imagens da obra.

Confira alguns registros desse trabalho:

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Lançamento do Livro “Os Guarani Mbyá”, de Vherá Poty e Danilo Christidis

Dia 17 de Agosto
Segunda-feira, a partir das 19h

Local: Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277, Bom Fim – Porto Alegre/RS)
Evento: http://on.fb.me/1DwY7ll

Novo fotolivro de Rochele Zandavalli na Parada Gráfica

Encadernação Todos esse novos adoradores do Sol 8

“‘Assim, o mecanismo que nos oferecer um resultado idêntico à natureza será a arte absoluta’”. Um Deus vingador acolheu as súplicas desta multidão. Daguerre foi seu Messias. E então ela diz a si mesma: “Visto que a fotografia nos dá todas as garantias desejáveis de exatidão (eles crêem nisso, os insensatos),
a arte é a fotografia”.

A partir desse momento, a sociedade imunda se lança, como um único Narciso,
à contemplação de sua imagem trivial sobre o metal. Uma loucura, um fanatismo extraordinário se apodera de todos esses novos adoradores do sol.”

Charles Baudelaire

O novo fotolivro “Todos esses novos adoradores do sol” da fotógrafa e professora da Fluxo – Escola de Fotografia Expandida, Rochele Zandavalli, é inspirado no livro “Le public Moderne et la photographie” (Charles Baudelaire, 1859). O texto é uma crítica à crença na fotografia como garantia de proximidade com o real, e ao narcisismo que existia na época na sociedade francesa. Baudelaire comenta o surgimento da técnica fotográfica e a exaltação do retrato como exaltação de si.

O trabalho inédito da artista explora relações entre efêmero e eterno, natureza e artifício, prazer e consumo, e também deriva de meu interesse no uso da fotografia como elemento constituinte da persona social no momento contemporâneo. O livro, todo em preto e branco, apresenta uma sequência de retratos produzidos em três ensaios, agora reunidos sob o título Todos esses novos adoradores do sol. O lançamento acontece nesse fim de semana, dias 1º e 2 de Agosto – sábado e domingo, na Parada Gráfica (Museu do Trabalho – Rua dos Andradas, 230, Centro, Porto Alegre/RS).

Confira um pouco do trabalho:

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Encadernação Todos esse novos adoradores do Sol

Saiba mais sobre o trabalho de Rochele.

Parada Gráfica
Dias 1º e 2 de Agosto – das 14h às 19h

Museu do Trabalho – Rua dos Andradas, 230, Centro, Porto Alegre/RS

Saiba tudo no evento: http://on.fb.me/1Vb2OXH

Palestra Bike and Spices: uma volta pelo mundo, muitas voltas no pedal

Palestra Bike & Spices

Tudo começou quando André e Karla visitaram, em São Paulo, onde moravam, uma exposição sobre o livro “Caminhos”, de Argus Caruso – no qual o autor narra os 4 anos de sua vida que foram dedicados a percorrer o globo a bordo de sua magrela. O casal, que vivia um momento de desconforto com a rotina paulistana, ao folhar o fotolivro do artista mineiro, sentiu que ali estaria a resposta para seus problemas.

E assim iniciou uma jornada de 3 anos, 4 meses, 40 países e mais de 31.000Km pedalados em uma grande volta ao mundo. Eles visitaram países como Holanda, Marrocos, Grécia, Eslovência, Irã, China, Camboja, Tailândia, Honduras, Equador, entre inúmeros outros, até retornarem ao Brasil esse ano.

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Bike & Spices

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Bike & Spices

O planejamento para as viagens foram de curto prazo: não endurecer os planos para aproveitarem a casualidade das possibilidades que surgissem no caminho era um dos principais objetivos do casal. Mesmo longe do conforto da família e do lar, resumem “desejamos ter muita história para contar aos nossos filhos”.

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A incrível experiência, a vontade de registrar e levar consigo um pouco das famílias que os receberam, além de compartilhar as experiências vividas, fizeram da fotografia uma grande aliada nessa expedição. “A fotografia serviu de objeto para não termos que carregar o peso de coisas que as pessoas nos dão através do registro desses gestos. Além de nos transportar a esses lugares quando imaginamos os pequenos recortes nossos que ali ficaram”, contam.

Bike & Spices

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Bike & Spices

Bike & Spices

Quer saber mais dessa incrível história? André e Karla contam tudo e apresentam suas fotografias na palestra Bike & Spices, aqui na Fluxo – Escola de Fotografia Expandida.

Dia 29 de Julho
Quarta-feira – das 19h às 21h
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles – 291, Bom Fim/ Porto Alegre-RS)
Ingresso: 1kg de alimento não perecível*
* Há um mercado quase em frente à escola caso o participante queira comprar minutos antes da palestra

Pablo Pinheiro lança fotolivro sobre a figura do Vaqueiro

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

Após ganhar o XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, Pablo Pinheiro aprofundou a sua reflexão sobre um ícone brasileiro: o vaqueiro tradicional.

A narrativa visual será revelada no fotolivro “Rio Grandes”, resultado do projeto “Uma Tradição nos Rio Grandes – a imagem do Vaqueiro Contemporâneo em transição”, com edição de imagens de Rosely Nakagawa e distribuição gratuita pela internet.

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

A pesquisa de campo foi motivada por uma inquietação: em que medida o ritmo intenso da era da informação e da tecnologia interfere em uma tradição? Em seu processo criativo e produtivo Pablo desmistifica cenas projetadas no seu próprio imaginário. Em sua jornada tenta decifrar o tempo, o homem e o seu meio.

“As pessoas ainda imaginam uma representação arcaica do vaqueiro. A estrutura visual do ambiente rural se mantêm, seja no sertão ou nos pampas, mas este homem e suas tradições estão em um período de transição. O acesso à informação é contínuo e se expande para além do meio rural e os desejos se transformam junto. Isso interfere na indumentária, no estilo de vida”, comenta o fotógrafo.

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

A convivência dos vaqueiros em seu próprio espaço geográfico vem ajudando o artista a refletir também sobre as suas raízes. Neto de nordestino, nascido em São Paulo e criado em Natal pelos pais paulistas e migrantes, o fotógrafo só conseguiu perceber sua brasilidade quando morou no Arizona, nos EUA, na adolescência. E lá descobriu a fotografia. Todo este percurso e pesquisa sobre o vaqueiro também faz parte da jornada em busca de sua identidade como artista.

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

Uma tradição nos Rio Grandes: a imagem do vaqueiro contemporâneo em transição

Serviço

Palestra sobre o processo criativo e resultados do projeto contemplado pelo XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia: Uma Tradição nos Rios Grandes – a imagem do Vaqueiro Contemporâneo em transição”

Dia 11 de agosto – às 19h30
Local: Fluxo – Escola de Fotografia Expandida (Rua Gen. João Telles, 291 – Bom Fim, Porto Alegre/RS)
Ingresso: 1kg de alimento não perecível*
* Há um mercado quase em frente à escola caso o participante queira comprar minutos antes da palestra

Veja mais informações no evento: http://on.fb.me/1HVoQEP

“Concentração”, de Ana Paula Zanandréa

Espetáculo Concentração

Os limites entre ficção e realidade se confundem num labiríntico jogo de manipulações. O roteiro é intrigante: imagine um reality show de TV, cujos participantes, em vez de “brothers” ou “sisters”, são presos condenados. Os participantes (os presos), entretanto, jamais cometeram crime algum. Esse é o espetáculo teatral Concentração, em cartaz no Teatro de Arena.

Espetáculo Concentração

O projeto marca o retorno da diretora teatral Ana Paula Zanandréa a Porto Alegre. Após um longo período no exterior, Ana volta à capital gaúcha assinando a direção do espetáculo e a dramaturgia, criada em processo juntamente atores Frederico Vittola, Miriã Possani, Pedro Nambuco, Priscilla Colombi e Sofia Vilasboas. A história é livremente inspirada na novela Ácido Sulfúrico, da escritora belga Amelie Nothomb, inédito no Brasil.

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Fotos: Regina Protskof

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Serviço

Espetáculo Teatral “Concentração”

De 17 de Julho a 9 de Agosto – Sexta, Sábado e Domingo, sempre às 20h
Local: Teatro de Arena (Av. Borges de Medeiros – 835, Centro, Porto Alegre/RS)

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia -estudantes, idosos, classe artística e professores)
Classificação: 14 anos

Ingressos Antecipados

Loja Sírius (Rua da República – 304, Cidade Baixa, Porto Alegre)
Telefone: (51) 3225-1694
Horário: Segunda a sábado, das 11h às 22h

Café do Duque (Rua Duque de Caxias – 1354, Centro Histórico, Porto Alegre)
Telefone: (51) 3254-0308
Horário: Segunda a sábado, das 10h às 19h30min

Armazém Porto Alegre (Escadaria da Av. Borges de Medeiros – 786, Centro Histórico, Porto Alegre)
Telefone: (51) 3226-0308
Horário: Segunda a sexta, das 18h às 23h. Sábado, das 16h às 22h

Vendas online no Site Entreatos

Veja mais informações no evento: http://on.fb.me/1TOh7zD

Baixe o aplicativo do espetáculo: http://bit.ly/1g26eMo